«Sir Jim Ratcliffe, um britânico a viver no Mónaco, atacou as políticas imigratórias do Reino Unido. Starmer exigiu pedido de desculpas e red devils divulgaram comunicado defendendo a postura do clube.
“Não se pode ter uma economia com nove milhões de pessoas a receber subsídios e um grande número de imigrantes a entrar. Quero dizer, o Reino Unido foi colonizado. Está a custar demasiado dinheiro. O Reino Unido foi colonizado por imigrantes, não é verdade? Quero dizer, a população do Reino Unido era de 58 milhões em 2020, agora é de 70 milhões. São 12 milhões de pessoas a mais”. As palavras de Sir Jim Ratcliffe, uma das pessoas mais ricas do Reino Unido, detentor do grupo INEOS e dono do Manchester United e emigrante britânico, numa entrevista à Sky News geraram polémica e originaram reacções governamentais e do próprio clube que detém.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, exigiu um pedido de desculpas, defendendo que as declarações foram “ofensivas e erradas” e que a “Grã-Bretanha é um país orgulhoso, tolerante e de diversidade”.
(...)
Esta posição fê-lo lembrar do clube que detém: o Manchester United. “Já vi isso acontecer várias vezes no clube de futebol. Se fazemos coisas difíceis, que achamos que precisamos fazer no Manchester United… achamos que são as coisas certas a fazer. Mas ficamos muito impopulares durante um tempo”, afirmou. “Temos os mesmos problemas com o país”, disso Ratcliffe. “Se realmente queremos lidar com as principais questões da imigração, com as pessoas que optam por receber benefícios em vez de trabalhar para ganhar a vida, se quer lidar com isso, então terá de fazer algumas coisas que são impopulares e mostrar alguma coragem“, defendeu.
No meio da polémica, o Manchester United, em comunicado, o Manchester United, sem referir a entrevista ou o co-proprietário, veio defender os valores do clube, descrevendo-se como uma instituição que representa “inclusão, diversidade e equidade”. Actualmente, pouco mais de um terço do plantel é britânico: os estrangeiros, onde se inserem os portugueses Bruno Fernandes e Diogo Dalot, representam 64,5% da equipa.»
Entretanto, o Sr. Ratcliffe já veio amenizar as suas declarações:
«O bilionário apresentou uma espécie de pedido de desculpas, afirmando: “Lamento que a minha escolha de palavras tenha ofendido algumas pessoas no Reino Unido e na Europa e causado preocupação, mas é importante levantar a questão da imigração controlada e bem gerida que apoia o crescimento económico.
Os meus comentários foram feitos enquanto respondia a perguntas sobre a política do Reino Unido na Cimeira da Indústria Europeia em Antuérpia, onde discuti a importância do crescimento económico, dos empregos, da qualificação profissional e da indústria transformadora no Reino Unido.” E acrescentou: “A minha intenção era enfatizar que os governos devem gerir a imigração juntamente com o investimento na qualificação profissional, na indústria e no emprego, para que a prosperidade a longo prazo seja partilhada por todos. É fundamental que mantenhamos um debate aberto sobre os desafios que o Reino Unido enfrenta”.»
Portanto, o Sr. Ratcliffe nunca esteve contra a imigração em si, mas sim contra a forma como a imigração se tem processado no Reino Unido, a um ritmo pura e simplesmente avassalador, tal como aqui, em Portugal.
O problema que ele identifica é que há demasiados imigrantes a viver à custa dos contribuintes britânicos, ao invés de trabalharem e produzirem riqueza. Mas esta simples observação, que é factual, foi o suficiente para que os indignadinhos do custume viessem imediatamente rasgar as suas vestes em público, com o inenarrável comuna Starmer a ter a ousadia de exigir um pedido de desculpas, como se agora as pessoas tivessem alguma obrigação de abdicar das suas opiniões e convicções pessoais.
É assim, o novo totalitarismo da "Europa progressista e tolerante". Mas é preciso dizer que os ingleses bem o merecem: quem vota num grandessíssimo anormal como o Starmer, que foi sempre abertamente totalitarista na sua forma de agir e até de falar, não pode queixar-se de agora ser oprimido. Ao contrário de outros, o Starmer nunca se armou em cordeirinho, foi sempre abertamente lobo, dizendo claramente o que pretendia...
Sem comentários:
Enviar um comentário