O que é que isto nos diz sobre o Ocidente do presente? Há muito que ouço os "especialistas" em Direito afirmar, com toda a convicção estupidificante que apenas um diploma universitário pode conferir, que "um crime nunca pode ser julgado independentemente das circunstâncias em que foi cometido". O problema aqui é que as "circunstâncias" não são sempre um dado objectivo. Demasiadas vezes, os juízes ou jurados tomam a liberdade de reinterpretar as provas e os depoimentos à luz dos seus próprios vieses ideológicos. É isso que explica, por exemplo, que um violador do Oriente Médio possa apanhar apenas 2 ou 3 anos de prisão por violar uma menina de seis anos, quando um "senhor doutor juiz" entende que o "pobre coitadinho", por não ter sido educado nos valores ocidentais, não pode ser julgado à luz dos valores ocidentais.
É também é isso que explica que, no Ocidente do presente, haja tanta gente a acreditar convictamente que as mulheres são incapazes de praticar o mal a menos que se encontrem em circunstâncias verdadeiramente extraordinárias. De nada serve apontar os milhares de mulheres que se encontram nos nossos estabelecimentos prisionais, algumas das quais mataram e até desmembraram outros seres humanos com as suas próprias mãos. À luz da "moral" em vigor, as mulheres têm sempre uma razão plausível para os seus crimes, ou uma ou várias circunstâncias atenuantes, quanto mais não seja a loucura, temporária ou permanente.










