domingo, 22 de março de 2026

'Marcha pela Vida' em Lisboa atacada por anarquistas que arremessaram um cocktail Molotov contra mulheres e crianças


Se este ATENTADO tivesse sido cometido por nacionalistas, abriria todos os noticiários e encheria as páginas dos jornais durante semanas a fio... mas, tendo sido cometido por anarquistas, não passa de uma nota de rodapé nos grandessíssimos mé(r)dia:

«A “Marcha Pela Vida”, iniciativa anual que junta pessoas que acreditam [são da opinião] que a vida começa no momento da concepção, que se declaram anti-aborto e contra a despenalização da morte medicamente assistida [do aborto], ficou marcada pelo lançamento de um objecto incendiário contra as pessoas que se manifestavam pacificamente. A organização da “Marcha” fala em cocktail Molotov. Não houve registo de feridos.»

 

Corrigi o texto da notícia acima porque o emprego do verbo "acreditar", neste contexto, sugere que estamos no domínio religioso. Como é evidente, não estamos. A convicção de que a vida começa no momento da concepção, i.e. da fertilização do óvulo pelo espermatozóide, não é uma crença. Será, quando muito, uma convenção, tal como dizer que a vida só começa depois de x semanas é uma convenção da "Academia" (notar bem as aspas).

Já o eufemismo "morte medicamente assistida" é novilíngua (orwellianismo) que nunca será tolerada neste blogue. Os únicos termos aceitáveis para a matança cobarde bebés são aborto, homicídio e, no contexto de uma política de extermínio organizada, genocídio. Que se choquem todos os filhos da outra que acharem o contrário, que eu aqui não cedo nem um milímetro. Desde que o aborto foi legalizado em Portugal, em 2007, já foram mortos mais de 250 mil bebés portugueses (números de 2023). Eu sou filho de um homem que, nas condições de hoje, teria quase garantidamente sido abortado. A minha avó confessou várias vezes que não queria ter o meu pai, que já era o seu quinto filho. E que ela só o teve porque a religiosidade a impediu de o matar!

Isto significa - e há muitos nacionalistas que não parecem entender isto - que o aborto não mata apenas os bebés abortados, ele mata também TODOS os seus descendentes! Se o aborto tivesse sido permitido em meados do século XX, eu não estaria aqui hoje!

Por último, o "jornalista" escreve 'Molotov' com letra minúscula. Pode ter sido apenas de ignorância... mas, tratando-se do Carrapatoso Jr., não podemos excluir a hipótese de ter sido uma tentativa de branquear a conduta criminosa do ministro soviético ao qual se deve o nome do "engenho" e, que terá afirmado, durante a Segunda Grande Guerra, que as missões de bombardeamento incendiário sobre a Finlândia eram, na verdade, "entregas humanitárias aéreas de alimentos" aos seus vizinhos "famintos".  


«De acordo com a Rádio Renascença, o incidente aconteceu à frente do Parlamento, já no final da iniciativa e já depois de terem acabado os discursos. “Um indivíduo atirou um objecto incendiário na direcção de mulheres, crianças e bebés. O objecto não chegou a incendiar”, avança a mesma Renascença, citando a organização da “Marcha Pela Vida”. O agressor acabou por ser detido pelos agentes da PSP presentes no local.

Em declarações à Agência Lusa, Nuno Marques Afonso, um dos coordenadores da iniciativa, explicou o que aconteceu. “Felizmente o pavio encharcou e a garrafa caiu sem chegar a incendiar-se”. Ninguém ficou ferido, mas muitas pessoas ficaram molhadas com o líquido incendiário.

A Marcha pela Vida, realizada em Lisboa no quadro da Caminhada pela Vida, que hoje teve lugar em 12 cidades do país, “é uma iniciativa pacífica, apartidária e aconfessional”, segundo os organizadores, que “condenam veementemente este acto de violência”

 

Já hoje, o Neves que diz que "é preciso distinguir entre estrangeiros e imigrantes" e que está sempre a alertar para o "perigo da extrema-direita", condenou a extrema-esquerda... só que não! Era só o que faltava!

 «O ministro da Administração Interna condenou este domingo [22-Mar-2026] o incidente [atentado falhado] ocorrido durante a Marcha pela Vida, no sábado [21-Mar-2026], em Lisboa, que classificou como uma demonstração de “extremismo violento”, e elogiou a “pronta intervenção da PSP”.

“Não toleramos qualquer forma de extremismo violento e continuaremos a agir com firmeza para o prevenir e combater, garantindo a segurança e a defesa dos valores democráticos”, sublinha Luís Neves, numa nota enviada às redações.

A Marcha pela Vida, realizada no sábado no centro de Lisboa, terminou com um incidente, sem feridos, em que uma pessoa atirou um objecto incendiário para o meio dos participantes.

O agressor — um homem de 39 anos — foi de imediato detido no local pela PSP, cuja “pronta intervenção” foi elogiada pelo ministro, que destacou a “eficácia e o profissionalismo na proteção dos cidadãos”.

De acordo com a PSP, o suspeito, que não participava no protesto, aproximou-se do local e “arremessou um engenho incendiário improvisado do tipo ‘cocktail Molotov’, contendo gasolina, na direcção das pessoas presentes”.

No momento do incidente, participavam no protesto cerca de 500 pessoas, incluindo crianças e bebés. O engenho embateu junto de um grupo de manifestantes, mas não chegou a deflagrar no momento do impacto. 

Além do suspeito, estavam no local outras pessoas que acabaram por fugir e que, segundo a PSP, estariam integradas “num grupo alegadamente de conotação anarquista, tendo mais tarde sido identificados três membros em outra artéria”.»

 

No vídeo que se segue, a parte relevante começa por volta dos 15:45.

sábado, 21 de março de 2026

Discurso de André Ventura na CPAC Hungary 2026


       Finalmente ouvimos o André Ventura a endereçar a questão da Liberdade de Expressão e das crescentes restrições que a Comissão Europeia - que não deve ser confundida com a União Europeia no seu todo - está a tentar impor aos povos de todos estados-membros. 
 
Devo dizer que, no entanto, a parte em que o André Ventura fala do Brasil, por volta dos 9:40, me desagradou imensamente. Se for mesmo verdade o que ele diz acerca do voto brasileiro, então, dificilmente o Chega será o partido que vai salvar Portugal.

Pulhígrafo apanhado a mentir aos portugueses outra vez!


sexta-feira, 20 de março de 2026

Chuck Norris (1940-2026)



«Chuck Norris won six consecutive World Professional Middleweight Karate Championship titles between 1968 and 1974. He retired as the reigning, undefeated champion in 1974 to pursue his acting career. 
 
Beyond these major world titles, his competitive career included several other notable accolades: 
Tournament Record: He finished his martial arts career with a widely cited record of 183 wins, 10 losses, and 2 draws. 
The "Triple Crown": In 1969, he won the martial arts "Triple Crown" for the most tournament wins in a single year. 
Fighter of the Year: He was named "Fighter of the Year" by Black Belt magazine in 1969. 
Hall of Fame: He was the first person ever voted into the Black Belt Hall of Fame. 
Black Belts: He holds high-ranking black belts in multiple disciplines, including a 10th-degree black belt in his own system, Chun Kuk Do (now known as the Chuck Norris System), an 8th-degree in Taekwondo, and a 3rd-degree in Brazilian Jiu-Jitsu

- Google's Gemini AI, 2026 March 20 

 

Damas e cavalheiros, eis a "mulher" ocidental! (10)


O Alberto Gonçalves desanca a xuxa Isabel Moreira, a lunática que, juntamente com José Sócrates, representa o PS na perfeição


Só se lamenta que o Alberto não tinho tido uma palavrinha de condenação para com a cumplicidade da IL. Mas pronto, não se pode ter tudo...

E, na, sequência da posta anterior, a Isabel Moreira voltou a mostrar ao mundo que não passa de um MONSTRO!!!


A Iniciativazinha Libertina voltou a mostrar a sua verdadeira face, juntado-se novamente à Esquerda pela "identidade de género"


       Mais uma a juntar a tantas outras... e ainda têm a lata de dizer que "não são wokes!" E preparem-se, porque eu estou convencido que a IL vai em breve dificultar a nomeação, por parte do Chega, de um juiz para o Tribunal Constitucional!

quinta-feira, 19 de março de 2026

Israel & EUA vs. Irão: um conjunto de notícias curiosas publicadas nas últimas 48 horas...


       Como os caros leitores deste blogue devem ter reparado, eu ainda não me pronunciei acerca da guerra movida recentemente por Israel e pelos EUA contra o Irão. O motivo pelo qual eu ainda não me pronunciei é muito simples: a esmagadora maioria dos que falam ou escrevem sobre o assunto nas televisões e nos jornais têm-se limitado a dar palpites, geralmente palpites vincada e descaradamente ideológicos, sem fazerem a mais pálida ideia nem do que se passa no terreno, nem no que se passa nos gabinetes dos dirigentes e diplomatas envolvidos. 
 
Isto significa que ainda não temos dados objectivos para nos pronunciarmos sobre o conflito, pelo menos, para já. Quem disser o contrário é movido por ideologia, não por matéria de facto. É verdade que o regime dos aiatolas é de uma brutalidade, de injustiça e de uma opressão absolutamente condenáveis. Mas os governos dos EUA nunca se preocuparam com o bem-estar dos iranianos no passado, pelo que é francamente duvidoso que tenham começado a preocupar-se agora. O que nos leva à pergunta: os EUA estão a atacar o Irão porquê, exactamente?
 
Respostas há muitas e para todos os gostos. Eu ainda não me vou pronunciar, porque entendo que ainda não há uma resposta definitiva. Vou apenas deixar aqui estas quatro notícias que foram publicadas nas últimas 24 horas e que, a meu ver, apontam num determinado sentido, mas ainda não permitem chegar a conclusões.
 

Notícia #1: Conselheiro da Segurança Interna dos EUA acusa Witkoff e Kushner de mentirem sobre negociações com Irão 

«David Pyne, director-adjunto executivo da task force sobre a Segurança Interna dos Estados Unidos da América, acusou o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, o genro de Trump, que estiveram na Suíça na última ronda de negociações com Teerão sobre o pacote nuclear, no final de Fevereiro, de mentirem a Donald Trump sobre as conversações com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi. 
“O Irão fez-nos uma óptima proposta e Witkoff e Kushner mentiram, alegando que o Irão se recusou a fazer uma proposta de paz decente e aconselharam Trump a rejeitá-la e a entrar em guerra, a pedido de Israel. Ambos deviam ser demitidos, juntamente com Susie Wiles, Rubio, Radcliffe e todos os outros falcões neoconservadores que instaram o Presidente a iniciar a sua nova guerra sem fim no Irão”, lê-se numa publicação na rede social X do veterano do Exército dos EUA que, como líder da task force, assume o papel de conselheiro do Departamento de Segurança Interna. “Israel forçou o Governo Trump a iniciar uma guerra impossível de vencer contra o Irão, na ausência de qualquer ameaça aos EUA”, escreveu o conservador do movimento America First e assumido apoiante das visões anti-intervencionistas de J. D. Vance (apesar de, neste caso, o vice-presidente apoiar o ataque ao Irão.»


 
«O conselheiro nacional de segurança do Reino Unido, Jonathan Powell, que participou nas negociações finais entre os Estados Unidos e o Irão sobre o programa nuclear iraniano, considerou que a proposta apresentada por Teerão era suficientemente significativa para evitar um conflito armado. As negociações tiveram lugar em Genebra, na Suíça, no final de Fevereiro e a proposta iraniana foi descrita como “surpreendente”. 
A proposta iraniana não representava ainda um acordo final, mas demonstrava progressos claros. O Irão mostrou-se disponível para aceitar restrições permanentes ao seu programa nuclear, sem prazos de expiração, e comprometeu-se a reduzir o seu stock de urânio enriquecido sob supervisão internacional. Teerão também admitiu uma pausa de três a cinco anos no enriquecimento interno, embora os Estados Unidos tenham exigido uma suspensão de dez anos. 
O acordo também incluía benefícios económicos, com a possibilidade de participação norte-americana num futuro programa nuclear civil iraniano, em troca do levantamento de cerca de 80% das sanções económicas impostas ao país.»

 

Notícia #3: os Serviços Secretos dos EUA desmentiram o Presidente Trump

«Os serviços de informações norte-americanos concluíram que o Irão não tentou retomar o programa de enriquecimento nuclear, destruído nos ataques dos Estados Unidos e de Israel em 2025, contrariando as justificações da Casa Branca para a guerra.

A avaliação foi apresentada por escrito pela directora dos serviços secretos, Tulsi Gabbard, numa audição no Senado dos EUA. Segundo o documento, “não foi feito qualquer esforço” por parte de Teerão para restaurar as capacidades de enriquecimento nuclear desde os bombardeamentos realizados em Junho do ano passado, acrescentando que as instalações subterrâneas atingidas foram seladas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem justificado a intervenção militar com a alegada existência de uma “ameaça nuclear iminente” por parte do Irão, sustentando que o programa teria sido “aniquilado”.»

 

Notícia #4: "Washington e Israel têm objectivos distintos"

«A directora dos Serviços Secretos dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, afirmou esta quinta-feira [19-Mar-2026] que Washington e Israel têm objectivos distintos no conflito sobre o Irão e que os EUA não estiveram envolvidos no ataque israelita a uma reserva de gás iraniana.

Gabbard clarificou que os objectivos do Governo do Presidente Donald Trump passam por destruir a capacidade do Irão de lançar e produzir mísseis balísticos, bem como neutralizar a sua Marinha e a capacidade de minagem.

A responsável dos Serviços Secretos disse desconhecer a posição do Governo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, quanto à possibilidade de um acordo com Teerão.

Gabbard afirmou também não dispor de informação sobre as motivações que levaram Israel a atacar o campo de gás de South Pars, o maior da República Islâmica, sublinhando que os Estados Unidos não foram previamente notificados.» 

O Alberto Gonçalves limpa o chão com o xuxa beato com cara de sapo Gugu da ONU


Lembrete diário de que o Reino Unido é um estado totalitário (2)


Hoje, é no Reino Unido... e amanhã, será aqui, em Portugal?
 

Terá havido uma tentativa de atropelamento em massa na Nazaré?


Para quem não acreditar na notícia, aqui fica a hiperligação para um "jornal credível", que nos diz que o condutor era, efectivamente, um "cidadão estrangeiro".

Aqui fica mais uma reacção equilibrada ao "documentário" «A Manosfera»


Confesso que não esperava um vídeo tão bom por parte deste senhor. É um daqueles casos muito raros em que concordo a 100% com tudo o que é dito. Notável, para um vídeo com quase 20 minutos!
 



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Ver também:


A Prof. Janice Fiamengo destrói o mito de que o feminismo já foi uma ideologia benigna

O negócio da imigração em Portugal vai de vento em popa (4)


Sobre a birrinha do PS em relação à nomeação dos novos juízes do Tribunal Constitucional


       Tenho de discordar do Pedro Rosário num ponto: aquilo que tem perpetuado o PS no poder não é a ideologia, a maioria dos portugueses nem sequer sabe o que é o socialismo. Aquilo que tem perpetuado o PS no poder é a rede clientelar sem precedentes na História de Portugal, construída ao longo de décadas, que vai desde os cargos da administração pública, na Justiça, na Educação, nos mé(r)dia e até em empresas como a Mota-Engil, a EDP ou a REN, até à subsidiodependência que cativou eleitoralmente milhões de cidadãos de classe média e baixa, e na qual se inclui não apenas os óbvios RSI e CSI, mas até as próprias pensões de reforma, percebidas erradamente por muitos idosos como devidas às governações do PS.
 
 

quarta-feira, 18 de março de 2026

Uma unanimidade rara - e de louvar - entre três comentadores de Direita a respeito da reforma dourada do xuxa Centeno


Desconfio que já deve haver gente do PS a trabalhar nos bastidores para tentar cancelar este programa...
 

Um "jovem" humilhou o Piers Morgan no seu próprio programa; o Paul Joseph Watson decidiu colocar sal na ferida! 😅


       Isto é só para complementar a posta sobre a manosfera que fiz há umas horas. O Piers Morgan, supostamente, é um dos "homens de sucesso" cujo exemplo os jovens (agora sem aspas) britânicos devem seguir. E ainda há quem se admire por haver manosfera???

Em plena AR, o André Ventura condenou veementemente a reforma dourada do xuxa Centeno


O Alberto Gonçalves esfarrapa a Rita Rato, umas das comunistas mais sonsas e descaradas de todos os tempos!


O vídeo só começa por volta dos 43 segundos.
 

Sobre o mais recente "documentário" anti-manosfera feito no Reino da Censura, perdão, feito no Reino Unido


        Tem havido muitas reacções ao mais recente "documentário" do britânico Louis Theroux, «A Manosfera». Mas eu confesso que, até ao momento, só gostei mesmo da reacção do Carl Benjamin que, por ir mais ou menos ao encontro daquilo que eu penso a respeito desta matéria, partilho mais abaixo.

Previsivelmente, a «A Manosfera» é tudo menos um documentário, no sentido informativo do termo. O sr. Theroux não pretendeu informar ninguém, mas sim diabolizar a manosfera no seu todo, escolhendo deliberadamente os exemplos/personagens mais caricatos e as situações mais rebuscadas que conseguiu encontrar. É como se alguém fizesse um documentário sobre o Chega entrevistando apenas figuras como o ladrão de malas Miguel Arruda ou o abusador de menores Rui Moreira.

Eu sinceramente não entendo como é que ainda há tantas figuras de proa da 
manosfera dispostas a conceder entrevistas aos agentes do sistema. Ninguém, absolutamente ninguém que trabalhe ou esteja de alguma forma ligado aos grandessíssimos mé(r)dia, trará alguma vez a público uma representação justa e fidedigna da manosefra. Mesmo que um jornalista ou entertainer quisesse ser imparcial - e a esmagadora maioria deles não quer - os seus patrões acabariam com as suas carreiras num piscar de olhos, pelo que eles nunca produzirão nada que ponha em causa os dogmas instituídos ou ultrapasse as linhas vermelhas estabelecidas.
 
 

 
Aquilo que é realmente importante para o futuro do Ocidente - e que os anormais da estirpe do Louis Theroux nunca discutem - são as razões pelas quais manosfera surgiu e porque é que ela tem cativado tantos homens, em especial tantos homens jovens (sem aspas).
 
E as razões, ou melhor a razão é tão simples quanto isto: no Ocidente, deixámos de dizer aos jovens o que se espera deles enquanto homens adultos e, em particular, o que as mulheres esperam deles enquanto homens adultos. Aliás, é muito pior do que isto: deixámos de dizer aos jovens o que se espera deles, para lhes ensinarmos a fazer tudo o contrário do que se espera deles e, em particular, tudo aquilo que causa repulsa visceral às mulheres. A avaliar pelos dizeres da escumalha  mé(r)diática, dos professores universitários, das legiões de psicólogos e de "peritos" em tudo e mais alguma coisa, o homem branco dos nossos dias deve comportar-se como um eunuco efeminado, constantemente a pedir desculpa pelo simples facto de existir, pelos supostos crimes dos seus antepassados, por ser ambicioso e querer ganhar dinheiro, ou descobrir/inventar coisas novas, por ter gostos e interesses próprios. E, como se isto ainda não fosse suficiente, um homem "decente" também tem que ser "sensível", de ter "inteligência emocional", de ser feminista, ambientalista, cosmopolita, liberal, "tolerante" e todas as demais cretinices castradoras que as elites ocidentais(?) lhe impingirem.
 
E é então que surge a manosfera, constituída por todo o género de opinadores, de todas as raças e cores, uns mais e outros menos esclarecidos, mas com uma mensagem mais ou menos transversal que já Maquiavel nos ensinava há 500 anos: aquilo que a sociedade nos ensina é, demasiadas vezes, exactamente o contrário do que devemos fazer para termos uma vida de sucesso. E no que respeita ao que a sociedade nos ensina em relação às mulheres, isto vale a dobrar!
 
Por exemplo, explicar aos homens que aquilo que determina o seu sucesso no mercado sexual tem pouco a ver com aquilo que determina o seu sucesso no mercado laboral é uma afronta ao poder instalado. Para os donos disto tudo, o dever de um homem adulto - sobretudo de um homem adulto branco - é trabalhar arduamente independentemente de tudo o resto, sobretudo da sua felicidade, que as pessoas felizes, por terem mais auto-estima e respeito por si próprias, tendem a ser mais difíceis de controlar. A ideia de um indivíduo aprender a falar devidamente, ter as suas próprias convicções e nunca se contentar com as migalhas que as "elites" lhe dão é uma afronta intolerável. E se, para além disso tudo, esse homem adulto ainda tiver a ousadia de cuidar do seu corpo e de tratar as mulheres como opções - e não como os seres sagrados e superiores que as "elites" querem à viva força que acreditemos que elas são - então, esse homem adulto torna-se automaticamente um alvo a abater, porque o seu sucesso pessoal pode contagiar outros homens adultos, pondo em risco a estabilidade do sistema de que as "elites" dependem para continuar a prosperar.
 
O sucesso dos inimigos do Ocidente depende largamente da continuidade da atomização dos elementos do sexo masculino. Quando os homens começam a falar entre si, a estabelecer contacto uns com os outros em grandes números, começam inevitavelmente a surgir perguntas muito incómodas para as "elites", como por exemplo: Porque é que olhar para o corpo de uma mulher é reprovável? Porque é que convidar uma mulher para tomar um café é assédio? Porque é que a sexualidade feminina é celebrada, enquanto a sexualidade masculina é condenada? Porque é que há espaços exclusivos para as mulheres, quando não pode haver espaços exclusivos só para os homens? Porque é as taxas de fertilidade dos países do Ocidente colapsaram? Porque é que nos disseram para não termos mais filhos a pretexto de salvar o planeta, mas depois importamos milhões de pessoas de países com taxas de fertilidade obscenamente elevadas? Porque é que expulsámos a maior religião no Ocidente da esfera pública, mas agora fazemos concessões escandalosas ao Islão? Porque é que as figuras anti-ocidentais mais proeminentes tendem a pertencer sobretudo a uma certa etnia? Porque é que o Reino Unido já prendeu mais de 12 mil pessoas só por postas nas redes sociais? Porque é que se ensina literatura de interesse duvidoso nas nossas escolas, como os livros do comuna Saramerda, mas não se ensina o valor da poupança e do investimento, que são aquilo que pode realmente emancipar as pessoas da sua baixa condição social? Porque é que os pulhíticos ocidentais lamentam sempre os números da abstenção no dia das eleições, mas depois nunca incentivam ao voto durante o resto do ano? Etc, etc, etc...
 
Muitos dos que criticam a manosfera não parecem ser capazes de compreender esta dinâmica. Não é por acaso que o sistema está a condicionar fortemente o acesso livre às redes sociais, os donos disto tudo não querem que falemos uns com os outros, porque eles sabem que, se falarmos uns com os outros, tenderemos a chegar mais rapidamente à conclusão de que eles nos têm oprimido. E que os seus planos futuros para nós, ocidentais, só podem ser extremamente funestos.
 
É isso, sobretudo, que eles temem e odeiam na manosfera. Porque a manosfera ensina aos homens que é preciso trabalhar, mas não de qualquer forma e feitio. É preciso trabalhar com inteligência, concentrando as nossas energias naquilo que efectivamente tem retorno, naquilo que conduz de facto à nossa prosperidade e que assegura a nossa continuidade - e a continuidade do nosso povo - neste mundo.
 
E é por tudo isto que eu acredito convictamente que, não obstante os seus excessos, excessos que nunca são igualmente condenados quando são cometidos pelas feministas, a manosfera é uma coisa boa. É a falar que as pessoas se entendem. Só aqueles que temem a verdade é que querem impedir as pessoas de falarem umas com as outras.