segunda-feira, 9 de março de 2026

Filha-da-putice completa: os mé(r)dia noticiam finalmente o atentado falhado de Nova Iorque, mas dão a entender que a bomba era contra o comuna Mamdani e não contra os manifestantes anti-Mamdani!


        Só que a bomba, conforme o Asmongold denunciou, era mesmo contra os manifestantes anti-Mamdani! Esta notícia que transcrevo a seguir é uma das maiores filhas-da-putice que eu já vi nos mé(r)dia 'tugas' (não confundir com portugueses, que isso é outro campeonato)... e olhem que eu já vi muitas!

«A polícia de Nova Iorque afirmou esta segunda-feira [9-Mar-2026] que está a investigar se os suspeitos que levaram explosivos para um protesto no sábado em frente à residência do presidente da Câmara foram inspirados pelo Daesh.

Os engenhos explosivos improvisados, que não detonaram, foram lançados durante os protestos convocados no sábado sob o lema "
Stop the Islamic Takeover of New York City" ("Acabem com a conquista islâmica da cidade de Nova Iorque", na tradução em português), que foram liderados pelo activista de extrema-direita Jake Lang.

O presidente da Câmara de Nova Iorque, o democrata Zohran Mamdani, nasceu no Uganda e é o primeiro muçulmano a exercer o cargo.
»

 

Vêem, caros leitores? VÊEM???? Esta grandessíssimos CABRÕES da Lusa inverteram completamente o que aconteceu! Foram os manifestantes anti-Mamdani que foram atacados, não foi o Mamdani! Como a própria notícia reconhece no seu texto integral, a polícia está a investigar os atacantes por ligações ao Estado Islâmico! Mas, da forma como a notícia foi redigida, os leitores menos atentos, ou que lêem apenas o título e os primeiros parágrafos, ficam com a sensação de que os bombistas visavam o muçulmano Mamdani!

Isto chega a ser criminoso, isto é mentir descaradamente às pessoas sem nunca chegar a mentir directamente! E torna-se ainda mais obsceno quando nos lembramos que estes aldrabões da Lusa receberam, só em 2025, 21,5 milhões de euros do dinheiro dos nossos impostos para nos mentir desta forma canalha!

domingo, 8 de março de 2026

Igual a si próprio, o chiquinho da direitinha choraminga pelo fim do Presidente Marselfie


Relembro aos leitores deste blogue que o Moedinhas também já se fartou de babar pelo Selfito.

E por falar em "jovens"... aqui ficam umas imagens "catitas" captadas numa sala de aula algures em Portugal


"Jovens" muçulmanos tentaram atacar uma manifestação em Nova Iorque à bomba... os mé(r)dia 'tugas', como não podia deixar de ser, estão num silêncio ensurdecedor!


"O mundo seria muito melhor se fossem as mulheres a mandar, pá!" (6)


«As mulheres são muito mais carinhosas e compreensivas, pá! A sério, pá! Não são umas brutas desmioladas como os homens! O mundo seria muito melhor se fossem elas a mandar, pá!!!»
 

sábado, 7 de março de 2026

Entretanto, no par(a)lamento "europeu"...


O relatório mencionado pelo Alexandre pode ser descarregado aqui.
 

O sonsinho do Raposinho diz que "o Benfica vive uma crise moral" porque "nunca se desmarcou do André Ventura"


        O Raposinho é a ilustração viva daquela máxima que reza "não há situação que seja tão má que não possa piorar logo de seguida": quando pensamos que ele já bateu no fundo, ele desce logo mais um bom bocado... ou como disse em tempos o treinador Manuel Machado: "um cretino será sempre um cretino".


O negócio da imigração em Portugal vai de vento em popa (3)


Faço notar que a Gulbenkian, enquanto  instituição de utilidade pública, recebe regularmente verbas do Estado, ou seja, recebe dinheiro dos nossos impostos para depois gastar em coisas destas:
 
«A Fundação Calouste Gulbenkian vai destinar um total de 2,5 milhões de euros para apoiar programas de integração de imigrantes. O programa “Iniciativa Gulbenkian Integração (2026-2027)” tem as candidaturas abertas até 10 de Abril.

(...)

Entre os projectos que podem enquadrar-se no apoio, estão, por exemplo, a aprendizagem da língua portuguesa e a formação cívica, a integração no mercado de trabalho, de acesso à saúde, à educação e ao desenvolvimento de competências pessoais e profissionais. E esta é a visão da fundação, baseada naquilo que acreditava o fundador. “Assenta na convicção de que uma sociedade mais justa se constrói por meio de práticas que promovam a inclusão de todas as comunidades, neste caso, compreendendo a integração de imigrantes, e abraçando a ideia de que as sociedades se fundam no conhecimento mútuo e na participação plena de todas as pessoas e comunidades”»

 

No "conhecimento mútuo"? Que conhecimento relevante é que os imigrantes têm trazido ao Ocidente? O crioulo? O Islão? O hip-hop? O vudu? O caril? A muamba? Já sei, os atentados de Natal e as violações em massa! É isso, certo?


«O director [da Gulbenkian] recorda que há exemplos de outros países que mostram o custo da não integração. “A marginalização territorial, o insucesso escolar, a precariedade laboral persistente ou a ausência de canais de participação alimentam desconfiança e fragmentação social. Esses custos recaem sobre toda a sociedade”, destaca.

No final do projecto, espera “ver uma sociedade portuguesa mais capaz de integrar, onde a diversidade se traduza em maior confiança mútua e em mais oportunidades de participação”.
»

 

Pois claro, a culpa de os imigrantes não quererem nada com os nossos valores civilizacionais só podia ser nossa, dos europeus e norte-americanos, que não os sabemos integrar! Como se fosse sequer possível, no caso de Portugal, integrar os 1,6 milhões de pessoas que chegaram só nos últimos anos!

Alguém devia explicar a este artista que as pessoas não mudam de convicções, muito menos de valores e de religião, só porque trocam de continente. E andar a gastar dinheiro para "integrar" quem nunca se integrará enquanto há portugueses a passar fome é pura e simplesmente obsceno, para não dizer criminoso. Quantos jovens portugueses é que a Gulbenkian já evitou que emigrassem, por exemplo?... Pois!

sexta-feira, 6 de março de 2026

O negócio da imigração em Portugal vai de vento em popa (2)


Faço notar que a notícia não refere a nacionalidade dos detidos, pelo que é extremamente provável que eles sejam estrangeiros:
«Um grupo de pessoas abriu várias empresas em Portugal que teriam um único objectivo: trazer para o mercado de trabalho europeu cidadãos de outros países, sobretudo da América do Sul, que acabavam a ser explorados em Espanha. Foi no país vizinho que a Polícia Nacional espanhola deteve cinco pessoas suspeitas de auxílio à imigração ilegal na Operação Caravela, realizada em conjunto com a Polícia Judiciária (PJ) portuguesa. Os cinco podem vir a ter de responder pelos crimes de associação de auxílio à imigração ilegal, angariação de mão-de-obra ilegal, associação criminosa, falsificação de documentos e, eventual, tráfico de pessoas para exploração laboral, avança a PJ em comunicado.

Segundo a PJ, as “várias empresas” angariavam os imigrantes, enganando-os com promessas de trabalho em “actividades especializadas”. A situação deles em Portugal era regularizada, recebendo autorização de residência através do mecanismo de manifestação de interesse, revogado em 2024. Para isso, apresentavam documentos falsos a dizer que residiam e trabalhavam em Portugal, apesar de viverem e trabalharem em Espanha, a mando das empresas.

As vítimas acabavam a trabalhar em “situação de grande vulnerabilidade social, com a violação reiterada de direitos do trabalho e das normas de segurança”. A PJ garante que “todas as contas bancárias das empresas” envolvidas foram apreendidas. Estas empresas tinham como sede dois gabinetes de contabilidade, em Vila Nova de Gaia, onde os suspeitos se dirigiam para recolher “documentação de teor falso” da Segurança Social e da Autoridade Tributária. Estes documentos, também apreendidos, eram utilizados para conseguir dar aos trabalhadores as devidas autorizações de residência.

De acordo com os documentos interceptados pela PJ, as residências destes imigrantes ilegais eram, precisamente, os gabinetes de contabilidade em Gaia. “No decorrer da operação Caravela, foram apreendidos milhares de documentos, dos quais se destacam várias contrafacções de autorizações de residência portuguesa em suporte digital, cartões de cidadão espanhóis falsos, documentos de destacamento da Segurança Social e certificados de saúde para o trabalho, material informático, carros de luxo, cerca de 700 mil euros, registando-se em Espanha movimentos de entrada e saída de aproximadamente 40 milhões de euros”, acrescenta a PJ na nota à imprensa.

A PJ explica que, segundo a prova já apreendida nas buscas, a gestão das empresas era realizada em Espanha. Os mandados de busca em território nacional foram efectuados nas cidades de Vila Nova de Gaia, Valongo e Estarreja.
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Ainda sobre a morte do romanceiro Lobo Antunes


       Já me tinha pronunciado muito brevemente aqui sobre a morte do romanceiro (não confundir com romancista, que é uma profissão séria). Mas como continuo a ver a ouvir inúmeros elogios à criatura, decidi reproduzir aqui no TU(f) esta crónica que o Manuel Catarino escreveu em  2010: 
 
«O escritor António Lobo Antunes cumpriu uma comissão em Angola – como alferes médico da Companhia 3313 do Batalhão de Artilharia 3835. Recordou, 40 anos depois, esses tempos na Guerra Colonial: o batalhão sofreu 150 baixas; os soldados tinham por hábito matar indiscriminadamente velhos, mulheres e crianças; havia um sistema de pontuação que permitia a quem matasse mais ser transferido para outra unidade numa zona mais calma. Ele – que nunca combateu, era o médico da companhia – até "tinha talento para matar".

O que conta António Lobo Antunes – um extraordinário e impressivo testemunho sobre a condução da guerra – merece toda a atenção e estudo: ele não é um tipo qualquer e o assunto é demasiado sério para passar ao lado dos historiadores da Guerra Colonial.

Mas, como já se viu, o relato – nas mais benevolentes palavras – não passa de uma fantasia, um delírio, uma obsessão. Mentiu – e fê-lo sem um pingo de pudor: aproveitou-se do estatuto de escritor para denunciar factos que não são verdadeiros. Os gestos definem o carácter de cada um. A mentira é sempre desprezível. Mas uma mentira conscientemente repetida por alguém com elevadas responsabilidades públicas roça a canalhice. Apanhado a mentir, António Lobo Antunes ficou ainda mais rosadinho: não por vergonha, mas desfeito em raiva.

Agarrou-se a uma desculpa – que também ela é reveladora do carácter. Explicou-nos – a todos – que falara "metaforicamente". Não fomos capazes de perceber o alcance das suas sábias palavras: "Qualquer leitura no sentido literal do que digo é abusiva." A culpa é nossa – que levamos à letra o que Lobo Antunes diz – como se não existisse diferença entre um testemunho e a ficção.

O Batalhão de Artilharia 3835 sofreu mesmo 150 baixas? Não. Lobo Antunes queria-nos dizer outra coisa. Os soldados portugueses matavam indiscriminadamente velhos, mulheres e crianças? Pode ter acontecido, mas não era prática instituída. Quando disse o contrário, Lobo Antunes estava a falar por metáforas. Havia algum sistema de pontuação que permitia a quem mais matasse ser transferido para uma zona onde a guerra era menos intensa? Não. Lobo Antunes estava apenas a delirar.

O escritor apela, por fim, à nossa comiseração. Que o desculpemos – porque "ninguém desce vivo da cruz". Só por isso, está desculpado da minha parte. Mas sempre lhe digo que conheço muitos homens que derramaram sangue na cruz da guerra e não mentem – nem por metáforas.
»

 

O Manuel Catarino não quis dizer a parte mais importante: o Lobo Antunes mentiu sobre a guerra colonial porque queria ser levado ao colo pela abrilada e, também, porque achava que isso aumentava a probabilidade de ele vir a seguir as pisadas do comuna Saramerda e receber o Nobel da literatura. A isto chama-se prostituição intelectual. Com a agravante de se prostituir também o bom nome das forças armadas portuguesas e a reputação de Portugal em geral. 

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Leitura complementar: 

O Alberto Gonçalves opina acerca de como nos devemos lembrar do Marcelo Rebelo de Sousa...


Spoiler alert: devemos lembrá-lo exactamente como nos lembramos daquilo que deitamos ao caixote do lixo. Ou, como eu costumo dizer, MRS representa tudo o que de pior existe nas pretensas "elites" portuguesas: a vaidade, o narcisismo e, sobretudo, a traição descarada à Pátria Portuguesa a troco de umas migalhas de protagonismo efémero. Em suma, o chico-espertismo e a saloiice 'tuga' (não confundir com portuguesa, que isso é outro campeonato) em toda a sua mediocridade abismal.
 
O vídeo só começa por volta dos 43 segundos.

O André Ventura explica a posição do Chega em relação à vinda de mais refujiadistas do Oriente Médio


Entretanto, no Reino Unido: já há, entre os (des)governantes, quem declare que preocupar-se com a imigração é ser terrorista!


       Volto a repetir o que já disse milhentas vezes neste blogue: se continuarmos a eleger governos do PS e do PSD, isto vai acabar por acontecer aqui também, em Portugal! Quando eu escolhi o nome deste blogue, em 2012, foi precisamente a este tipo de opressão orwelliana que eu me estava a referir!
 
As "elites" não vão desistir de nos trocar por gente de outras paragens, a menos que as tiremos do poder! E a única forma de as tirarmos do poder é pelo voto. Metam isso nas vossas cabecinhas duras: é mesmo pelo voto, não é pela abstenção, muito menos pela revolução do dia de S. Nunca à tardinha!
 

xuxa Moreira vs Cristina Rodrigues


         A réplica da deputada do Chega à drogadinha do PS foi excelente. Só faltou mesmo denunciar que a razão pela qual o PS insiste na imigração de fronteiras escancaradas é a subversão da democracia mediante importação de votantes, como o próprio xuxa Prata Roque já assumiu.


"O mundo seria muito melhor se fossem as mulheres a mandar, pá!" (5): foi finalmente detida a ex-enfermeira algarvia que, juntamente com a amante brasileira, tinha matado e desmembrado o namorado português


Eu partilhei este caso no TU original desde o primeiro momento. Para quem já não se lembre, as duas mulheres mataram e desmembraram um rapaz português para lhe ficar com as poupanças:

«Mariana Fonseca, a ex-enfermeira condenada a 23 anos de cadeia pelo assassinato de outro jovem, foi detida pela Interpol, na Indonésia. Em mais do que uma ocasião, os tribunais condenaram a enfermeira por coautoria no homicídio de Diogo Gonçalves, em 2020. Com a ajuda da ex-namorada, Mariana matou o jovem, desmembrou-o e desfez-se do corpo.

Maria Malveiro, então namorada da mulher que foi expulsa pela Ordem dos Enfermeiros, foi condenada logo na primeira instância à pena máxima pelo Tribunal de Portimão. Mariana foi absolvida, mas o Ministério Público recorreu e a Relação de Évora decidiu condená-la também à pena máxima. Em 2024, o Supremo reduziu a pena em apenas dois anos.

No entanto, Mariana fugiu de Portugal para escapar a um destino que tentou combater pela via judicial. “Eu não sou inocente, mas não cometi esse crime. Não tirei a vida a ninguém”, chegou a admitir. Quando as autoridades iam cumprir o mandado de detenção, não encontraram a antiga enfermeira. A Polícia Judiciária, que pediu ao Tribunal de Portimão a emissão de um mandado de captura, viu este pedido negado. O mandado só chegou quando PSP e GNR tinham perdido o rasto da condenada.
»

 

Serve isto para relembrar aos mais distraídos tolinhos que as mulheres têm tanto potencial para a criminalidade violenta e grave quanto os homens, descontada a inegável diferença na capacidade física para a exercer.

O que estas duas animais fizeram ao rapaz é digno de um filme de mafiosos do Scorsese, mas eu continuo a ouvir demasiada gente parva - incluindo muitos homens que deveriam saber melhor - a defender com unhas e dentes a ideia estapafúrdia de que "o mundo seria muito melhor se fossem as mulheres a mandar". Não, não seria. Trocar o sexo da maioria dos políticos no poder não mudaria o que quer que fosse na forma como o mundo é governado. Aliás, quando se olha para figuras como a von der Leyen, a Hilária ou a Kamela, pulticas que acreditam convictamente que a liberdade de expressão dos cidadãos deve ser limitada, fica-se com a sensação de que a mudança seria para pior, não para melhor!

Excelente intervenção do deputado Ricardo Cardoso (Chega) na AR


Não concordando com tudo o que é dito pelo Senhor Deputado, louvo-lhe a coragem de denunciar tão eloquentemente o revisionismo histórico da esquerdalhada e da direitinha.

quinta-feira, 5 de março de 2026

O negócio da imigração em Portugal vai de vento em popa...


...menos para os portugueses de classe média e baixa, é claro:

Se o Moedinhas alguma vez se candidatar a Primeiro-ministro ou a Presidente da República...


...não se esqueçam destes elogios babados que ele deu hoje ao cata-vento

 

«Tendo eu sido emigrante em França, há um momento que nunca esquecerei. Um jantar no Palácio do Eliseu aquando das temporadas cruzadas entre Portugal e França. Ouvi o Presidente Marcelo fazer um dos melhores discursos em francês que alguma vez presenciei. Com naturalidade, com cultura, com elegância. Citando, sem olhar para o papel, de Balzac a Camus. A sala ficou suspensa.»

 

O "intelectual" 'tuga' é isto: "O gajo falava tão bem, pá! Era tão elegante, pá!!!"... Como se a medida do valor de um político fosse a conversa e não a prática, as acções e a obra que ficam efectivamente para a posterioridade.

A abrilada está hoje a chorar a morte do romanceiro Lobo Antunes...


...aos mais distraídos, eu faço questão de recordar quem era realmente a criatura. Não se limitem ao texto, leiam também os comentários.

Insanidade total na Holanda: a partir de 2028, o governo holandês poderá vir a taxar os lucros financeiros não realizados a 36%! 🤦‍♂️


       Esta notícia passou totalmente despercebida nos mé(r)dia 'tugas' (não confundir com portugueses, que isso é outro campeonato). Nem os jornais supostamente de Direita, como o Observador, o ECO, o Jornal de Negócios ou o Jornal Económico a divulgaram.

«A Câmara dos Representantes dos Países Baixos votou na quinta-feira [12-Fev-2026] a aprovação da Lei do Retorno Real na Caixa 3 (Wet werkelijk rendement box 3), uma reforma que tributará os residentes a uma taxa fixa de 36% sobre os rendimentos obtidos com poupanças e investimentos, a partir de 1 de Janeiro de 2028. 

No novo regime, o imposto incide não só sobre os rendimentos efectivamente recebidos, como juros, dividendos e rendas, mas também sobre a valorização anual de activos como acções, obrigações e criptomoedas, mesmo quando esses activos não tenham sido vendidos.
»


Pensem bem no que isto implica, caros leitores. Se vocês fossem holandeses e tivessem uma carteira de acções e ETF que valorizasse 10 mil euros num ano, vocês teriam que pagar 3600 € ao estado, independentemente de terem vendido a carteira ou não. E se a bolsa cair no ano seguinte, azarito, perdem o dinheiro e perdem as acções! 

Isto significa que esta lei inviabiliza ou, pelo menos, reduz fortemente o fenómeno de "compounding", o efeito de bola de neve que permite aos investidores enriquecer ao longo do tempo através do crescimento exponencial das suas poupanças. Se, a cada ano, os investidores tiverem que vender 36% das suas poupanças, i.e., da sua bola de neve, então a bola de neve nunca chegará a ganhar massa suficiente para se tornar uma bola decente, por mais tempo que ela role montanha abaixo.

E para além do crescimento do exponencial, há ainda o problema da distribuição do retorno dos activos financeiros, que segue uma lei de potência. Isto significa que a rentabilidade a longo prazo de uma carteira de acções e ETF depende fortemente do crescimento de uma pequena parte dos títulos detidos em carteira, aqueles títulos que crescem muito mais do que a média (as Nvidias, as Microsofts, as Berkshires, etc). Ora, se os investidores passarem a ser obrigados a vender as suas posições antecipadamente, por não terem liquidez suficiente para pagar o novo imposto, então o efeito destas acções "extraordinárias" desaparece, ficando o desempenho da carteira reduzido à média do mercado.

O mais assustador é que, se esta lei vier mesmo a ser aprovada, será apenas uma questão de tempo até que os restantes países da UE façam o mesmo. O que significa que passará a ser impossível a um cidadão de classe média europeu enriquecer através da bolsa, a menos que mude a sua residência fiscal para fora da Europa.

Faço notar que os "liberais" holandeses votaram a favor desta proposta, enquanto o "fascista" PVV votou contra. Mas depois os nacionalistas é que são antidemocratas e desrespeitadores das liberdades e dos direitos individuais...