Tem havido muitas reacções ao mais recente "documentário" do britânico Louis Theroux, «A Manosfera». Mas eu confesso que, até ao momento, só gostei mesmo da reacção do Carl Benjamin que, por ir mais ou menos ao encontro daquilo que eu penso a respeito desta matéria, partilho mais abaixo.
Previsivelmente, a «A Manosfera» é tudo menos um documentário, no sentido informativo do termo. O sr. Theroux não pretendeu informar ninguém, mas sim diabolizar a manosfera no seu todo, escolhendo deliberadamente os exemplos/personagens mais caricatos e as situações mais rebuscadas que conseguiu encontrar. É como se alguém fizesse um documentário sobre o Chega entrevistando apenas figuras como o ladrão de malas Miguel Arruda ou o abusador de menores Rui Moreira.
Eu sinceramente não entendo como é que ainda há tantas figuras de proa da manosfera dispostas a conceder entrevistas aos agentes do sistema. Ninguém, absolutamente ninguém que trabalhe ou esteja de alguma forma ligado aos grandessíssimos mé(r)dia trará alguma vez a público uma representação justa e fidedigna da manosefra. Mesmo que um jornalista ou entertainer quisesse ser imparcial - e a esmagadora maioria deles não quer - os seus patrões acabariam com as suas carreiras em três tempos, pelo que eles nunca produzirão nada que afronte os dogmas instituídos ou ultrapasse as linhas vermelhas estabelecidas.
Eu sinceramente não entendo como é que ainda há tantas figuras de proa da manosfera dispostas a conceder entrevistas aos agentes do sistema. Ninguém, absolutamente ninguém que trabalhe ou esteja de alguma forma ligado aos grandessíssimos mé(r)dia trará alguma vez a público uma representação justa e fidedigna da manosefra. Mesmo que um jornalista ou entertainer quisesse ser imparcial - e a esmagadora maioria deles não quer - os seus patrões acabariam com as suas carreiras em três tempos, pelo que eles nunca produzirão nada que afronte os dogmas instituídos ou ultrapasse as linhas vermelhas estabelecidas.
Aquilo que é realmente importante para o futuro do Ocidente - e que os anormais da estirpe do Louis Theroux nunca discutem - são as razões pelas quais a manosfera surgiu e porque é que ela tem cativado tantos homens, em especial tantos homens jovens (sem aspas).
E as razões, ou melhor a razão é tão simples quanto isto: no Ocidente, deixámos de dizer aos jovens o que se espera deles enquanto homens adultos e, em particular, o que as mulheres esperam deles enquanto homens adultos. Aliás, é muito pior do que isto: deixámos de dizer aos jovens o que se espera deles, para lhes ensinarmos a fazer tudo o contrário do que se espera deles e, em particular, tudo aquilo que causa repulsa visceral às mulheres. A avaliar pelos dizeres da escumalha mé(r)diática, dos professores universitários, das legiões de psicólogos e de "peritos" em tudo e mais alguma coisa, o homem branco dos nossos dias deve comportar-se como um eunuco efeminado, constantemente a pedir desculpa pelo simples facto de existir, pelos supostos crimes dos seus antepassados, por ser ambicioso e querer ganhar dinheiro, ou descobrir/inventar coisas novas, por ter gostos e interesses próprios. E, como se isto ainda não fosse suficiente, um homem "decente" também tem que ser "sensível", de ter "inteligência emocional", de ser feminista, ambientalista, cosmopolita, liberal, "tolerante" e todas as demais cretinices castradoras que as elites ocidentais(?) lhe impingirem.
E é então que surge a manosfera, constituída por todo o género de opinadores, de todas as raças e cores, uns mais e outros menos esclarecidos, mas com uma mensagem mais ou menos transversal que já Maquiavel nos ensinava há 500 anos: aquilo que a sociedade nos ensina é, demasiadas vezes, exactamente o contrário do que devemos fazer para termos uma vida de sucesso. E no que respeita ao que a sociedade nos ensina em relação às mulheres, isto vale a dobrar!
Por exemplo, explicar aos homens que aquilo que determina o seu sucesso no mercado sexual tem pouco a ver com aquilo que determina o seu sucesso no mercado laboral é uma afronta ao poder instalado. Para os donos disto tudo, o dever de um homem adulto - sobretudo de um homem adulto branco - é trabalhar arduamente independentemente de tudo o resto, sobretudo da sua felicidade, que as pessoas felizes tendem a ser mais difíceis de controlar. A ideia de um indivíduo aprender a falar devidamente, ter as suas próprias convicções e nunca se contentar com as migalhas que as "elites" lhe dão é uma afronta intolerável. E se, para além disso tudo, esse homem adulto ainda tiver a ousadia de cuidar do seu corpo e de tratar as mulheres como opções - e não como os seres sagrados e superiores que as "elites" querem à viva força que acreditemos que elas são - então, esse homem adulto torna-se automaticamente um alvo a abater, porque o seu sucesso pessoal pode contagiar outros homens adultos, pondo em risco a estabilidade do sistema de que as "elites" dependem para continuar a prosperar.
O sucesso dos inimigos do Ocidente depende largamente da continuidade da atomização dos elementos do sexo masculino. Quando os homens começam a falar entre si, a estabelecer contacto uns com os outros em grandes números, começam inevitavelmente a surgir perguntas muito incómodas para as "elites", como por exemplo: Porque é que olhar para o corpo de uma mulher é reprovável? Porque é que convidar uma mulher para tomar um café é assédio? Porque é que a sexualidade feminina é celebrada, enquanto a sexualidade masculina é condenada? Porque é que há espaços exclusivos para as mulheres, quando não pode haver espaços exclusivos só para os homens? Porque é as taxas de fertilidade dos países do Ocidente colapsaram? Porque é que nos disseram para não termos mais filhos a pretexto de salvar o planeta, mas depois importamos milhões de pessoas de países com taxas de fertilidade escandalosamente elevadas? Porque é que expulsámos a maior religião no Ocidente da esfera pública, mas agora fazemos concessões escandalosas ao Islão? Porque é que as figuras anti-ocidentais mais proeminentes tendem a pertencer sobretudo a uma certa etnia? Porque é que o Reino Unido já prendeu mais de 12 mil pessoas só por postas nas redes sociais? Porque é que se ensina literatura de interesse duvidoso nas nossas escolas, como os livros do comuna Saramerda, mas não se ensina o valor da poupança e do investimento, que são aquilo que pode realmente emancipar as pessoas da sua baixa condição social? Porque é que os pulhíticos ocidentais lamentam sempre os valores da abstenção no dia das eleições, mas depois nunca incentivam ao voto no resto do ano? Etc, etc, etc...
Muitos dos que criticam a manosfera não parecem ser capazes de compreender esta dinâmica. Não é por acaso que o sistema está a condicionar fortemente o acesso livre às redes sociais, os donos disto tudo não querem que falemos uns com os outros, porque eles sabem que, se falarmos uns com os outros, tenderemos a chegar mais rapidamente à conclusão de que eles nos têm oprimido. E que os seus planos futuros para nós, ocidentais, só podem ser extremamente funestos.
É isso, sobretudo, que eles temem e odeiam na manosfera. Porque a manosfera ensina aos homens que é preciso trabalhar, mas não de qualquer forma e feitio. É preciso trabalhar com inteligência, concentrando as nossas energias naquilo que efectivamente tem retorno, naquilo que conduz de facto à nossa prosperidade e que assegura a nossa continuidade - e a continuidade do nosso povo - neste mundo.
E é por tudo isto que eu acredito convictamente que, não obstante os seus excessos, excessos que nunca são igualmente condenados quando são cometidos pelas feministas, a manosfera é uma coisa boa. É a falar que as pessoas se entendem. Só aqueles que temem a verdade é que querem impedir as pessoas de falarem umas com as outras.
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