quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Carl Benjamin entrevista Rupert Lowe, líder do recém-criado Restore Britain


       Na sequência da posta anterior, aqui fica uma entrevista acabadinha de publicar que o Carl Benjamin fez ao líder do Restore Britain. Devo dizer que fiquei positivamente surpreendido: o Sr. Lowe quer acabar com o sistema de asilo e fazer a remigração de "grandes blocos de imigrantes". Vamos ver como é que o eleitorado britânico responde.
 

9 comentários:

Osbert of Bawdsey disse...

Este gajo promete, agora falta saber se não é bluff.
Vi no Facebook que (salvo erro) eles já têem 10% de intensões de voto.

Afonso de Portugal disse...

Sim, o crescimento inicial foi assombroso. Logo nos primeiros três dias, inscreveram-se 70 mil militante!

Mas agora, repare-se no seguinte: o Farage começou a crescer por criticar o excesso de imigração; esse crescimento potenciou o Brexit e deu fôlego ao seu partido, o Reform.

Todavia, no que respeita à imigração, o Farage só estava disposto a ir até um certo ponto. É então que surge o Lowe e cria um partido ainda mais "radical" do que o Reform, o Restore Britain, propondo ir mais longe do que o Farage.

É esta dinâmica que eu tenho tentado explicar às pessoas ao longo dos anos: é preciso começar pelo mais simples e politicamente aceitável e, lentamente, ir deslocando a política para onde queremos. É por isso que eu não perdoo aos nacionalistas que se recusam a votar no Ventura. Não interessa se o Ventura é ou não genuíno, tal como não interessava se o Farage era ou não genuíno e até se o Lowe é ou não genuíno. O que interessa é ir deslocando a janela de Overton na direcção certa, que é a direcção do repatriamento maciço dos imigrantes para os seus países de origem.

Ao não votarem, os nacionalistas que não votam atrasam este processo, fazem com a imigração desapareça da ordem do dia. Isto não é minimamente aceitável. Isto é a negação total de tudo o que esses nacionalistas dizem defender. Quer queiramos, quer não, a única forma de manter a Europa europeia que temos neste momento é através da democracia. Não há nem pessoal, nem vontade para lutar guerras civis raciais. Temos por isso de apoiar SEM RESERVAS o gajo ou partido que mais hipóteses tenha de trazer a imigração para a praça pública.

Osbert of Bawdsey disse...

Sim Afonso, estás muito correcto nessa abordagem, principalmente agora que ficou claro que o Ventura tem fortíssimas chances de vir a ser PM. Nas próximas eleições vou votar no CHEGA.

Entretanto, deixo aqui o link para o último vídeo do Mark Collett, que faz uma análise EXCELENTE sobre este novo partido e também da situação política de Inglaterra e termia a análise sobre a votação com o que tu escreves-te sobre o Ventura. Eu gosto de ouvir o Collett porque a meu ver ele é muito directo e sincero naquilo que fala.

https://rumble.com/v75zr3u-restore-britain-the-good-the-bad-and-the-ugly.html?e9s=src_v1_ucp_a

Afonso de Portugal disse...

Fónix, duas horas??? 😅 Eu até gosto de ouvir o Mark, mas vou ter de ver isto enquanto faço outra coisa ao mesmo tempo!

Esta é outra coisa que os vloggers nacionalistas precisam de corrigir. Não estou a dizer que não devem fazer lives, mas é preciso que o pessoal aprenda a fazer também vídeos mais curtos para as pessoas mais ocupadas! Às vezes, mas vale dizer menos e ser ouvido por todos do que dizer tudo e só ser ouvido por uma pequena parte!

Muito obrigado pelo vídeo, caríssimo!

Afonso de Portugal disse...

Ainda só vi os primeiros sete minutos e o Mark já teve esta tirada absolutamente brilhante.

«There’s a lot of bitter people in Nationalism. There’s a lot of people in people in Nationalism who have what I call the main character syndrome, where if they’re not the leader, if they’re not the last guest speaker upon stage, if they’re not the center of attention, they have to cause endless drama, endless splits, start their own party and then rather be in a room of 10, 12, people as the boss than they would be in an auditorium with tenths of thousands.»

Serve como uma luva a demasiados nacionalistas(?) portugueses. O albicastrense João Vaz, que mantinha o blogue “A Corte na Aldeia”, costumava dizer que o grande problema do nacionalismo português é que por cada 100 gajos, havia 100 aspirantes a líderes.

Há muitos nacionalistas que têm um ego maior que as torres gémeas do World Trade Center. Não são capazes de ceder um milímetro em nome da causa que supostamente defendem. Ou é tudo feito exactamente como eles querem, ou fazem logo birrinha, deitam a toalha ao chão e vão protestar e maldizer os adversários – que, quase sempre, não são adversários nenhuns – para as redes sociais.

Uma das coisas que mais me custou a aprender no meu percurso nacionalista foi a evitar essas pessoas. Elas envenenam tudo, destroem sempre o trabalho dos poucos que fazem alguma coisa pelo movimento. São ainda mais tóxicos do que os comentadeiros das televisões, porque parecem aliados, mas atrasam gravemente o crescimento do Nacionalismo.

Osbert of Bawdsey disse...

[... o grande problema do nacionalismo português é que por cada 100 gajos, havia 100 aspirantes a líderes. ]

Também já notei isso há muito tempo no "meu pequeno partido" e por via indirecta noutro partido "pequeno" da extrema esquerda, mas eles são muito mais organizados e disciplinados, mas também têm as suas disputas e problemas internos. Porém, os problemas lá são mais fáceis de resolver (digo eu) porque (parece-me) eles têem connects que controlam alguns bons "tachos" patrocinados pela UE e ONU, e assim vão distribuindo as coisas pela malta de topo.

Estou em crer que no "nosso" caso o problema dos aspirantes deve-se a quatro factores:
1) Liderança sem carisma (o juiz tem).
2) Liderança sem força para disciplinar os militantes (mas não necessariamente expulsar).
3) Estabelecimento e informação clara de "dogmas" ou "visões políticas" ás quais todos os militantes receberiam instrucções para obedecer e alinhar, independentemente de estarem ou não de acordo. Qualquer critica ou alteração aos "dogmas" somente poderia ser feito em época e local próprios.
4) Reduzida dimensão do partido (quanto a este último factor a resolução não está directamente nas mãos dos lideres).

Afonso de Portugal disse...

É isso, é preciso regras e ter a noção de que nunca se deve lavar roupa suja em público.

O Chega está claramente com esse problema. O partido cresceu muito depressa e entrou um pouco de tudo. Entretanto, muitos dos que saíram viraram-se contra o partido. Desde o Mithá a chamar "predador narcísico" ao Ventura até aos gajos que andam a acusar o líder da distrital do Porto de usar membros do 1143 para ganhar eleições, há toda uma panóplia de falhados ressabiados que deviam ter sido logo detectados, se as regras que enunciaste tivessem sido aplicadas pelo partido.

Há gajos com quem simplesmente é impossível construir o que quer que seja. Aquel gordo que faz as lives de 6-7 horas no YouTube é um exemplo, mas há muitos outros como ele.

Durius disse...

«There’s a lot of bitter people in Nationalism. There’s a lot of people in people in Nationalism who have what I call the main character syndrome, where if they’re not the leader, if they’re not the last guest speaker upon stage, if they’re not the center of attention, they have to cause endless drama, endless splits, start their own party and then rather be in a room of 10, 12, people as the boss than they would be in an auditorium with tenths of thousands.»

cough ... cough ... cidadao NB ... cough ... cough

Afonso de Portugal disse...

LOL, como dizem os anglos "you said the quiet part out loud"! 😅

Mas olha que ele está longe de ser o único. O JPC, ao apelar à abstenção em vez do voto no Ventura, também demonstrou ser assim. Nesse aspecto, o RFC foi bem mais coerente!