Notícia #1: Conselheiro da Segurança Interna dos EUA acusa Witkoff e Kushner de mentirem sobre negociações com Irão
«David Pyne, director-adjunto executivo da task force sobre a Segurança Interna dos Estados Unidos da América, acusou o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, o genro de Trump, que estiveram na Suíça na última ronda de negociações com Teerão sobre o pacote nuclear, no final de Fevereiro, de mentirem a Donald Trump sobre as conversações com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi.
“O Irão fez-nos uma óptima proposta e Witkoff e Kushner mentiram, alegando que o Irão se recusou a fazer uma proposta de paz decente e aconselharam Trump a rejeitá-la e a entrar em guerra, a pedido de Israel. Ambos deviam ser demitidos, juntamente com Susie Wiles, Rubio, Radcliffe e todos os outros falcões neoconservadores que instaram o Presidente a iniciar a sua nova guerra sem fim no Irão”, lê-se numa publicação na rede social X do veterano do Exército dos EUA que, como líder da task force, assume o papel de conselheiro do Departamento de Segurança Interna. “Israel forçou o Governo Trump a iniciar uma guerra impossível de vencer contra o Irão, na ausência de qualquer ameaça aos EUA”, escreveu o conservador do movimento America First e assumido apoiante das visões anti-intervencionistas de J. D. Vance (apesar de, neste caso, o vice-presidente apoiar o ataque ao Irão.»
«O conselheiro nacional de segurança do Reino Unido, Jonathan Powell, que participou nas negociações finais entre os Estados Unidos e o Irão sobre o programa nuclear iraniano, considerou que a proposta apresentada por Teerão era suficientemente significativa para evitar um conflito armado. As negociações tiveram lugar em Genebra, na Suíça, no final de Fevereiro e a proposta iraniana foi descrita como “surpreendente”.
A proposta iraniana não representava ainda um acordo final, mas demonstrava progressos claros. O Irão mostrou-se disponível para aceitar restrições permanentes ao seu programa nuclear, sem prazos de expiração, e comprometeu-se a reduzir o seu stock de urânio enriquecido sob supervisão internacional. Teerão também admitiu uma pausa de três a cinco anos no enriquecimento interno, embora os Estados Unidos tenham exigido uma suspensão de dez anos.
O acordo também incluía benefícios económicos, com a possibilidade de participação norte-americana num futuro programa nuclear civil iraniano, em troca do levantamento de cerca de 80% das sanções económicas impostas ao país.»
Notícia #3: os Serviços Secretos dos EUA desmentiram o Presidente Trump
«Os serviços de informações norte-americanos concluíram que o Irão não tentou retomar o programa de enriquecimento nuclear, destruído nos ataques dos Estados Unidos e de Israel em 2025, contrariando as justificações da Casa Branca para a guerra.
A avaliação foi apresentada por escrito pela directora dos serviços secretos, Tulsi Gabbard, numa audição no Senado dos EUA. Segundo o documento, “não foi feito qualquer esforço” por parte de Teerão para restaurar as capacidades de enriquecimento nuclear desde os bombardeamentos realizados em Junho do ano passado, acrescentando que as instalações subterrâneas atingidas foram seladas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem justificado a intervenção militar com a alegada existência de uma “ameaça nuclear iminente” por parte do Irão, sustentando que o programa teria sido “aniquilado”.»
Notícia #4: "Washington e Israel têm objectivos distintos"
«A directora dos Serviços Secretos dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, afirmou esta quinta-feira [19-Mar-2026] que Washington e Israel têm objectivos distintos no conflito sobre o Irão e que os EUA não estiveram envolvidos no ataque israelita a uma reserva de gás iraniana.
Gabbard clarificou que os objectivos do Governo do Presidente Donald Trump passam por destruir a capacidade do Irão de lançar e produzir mísseis balísticos, bem como neutralizar a sua Marinha e a capacidade de minagem.
A responsável dos Serviços Secretos disse desconhecer a posição do Governo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, quanto à possibilidade de um acordo com Teerão.
Gabbard afirmou também não dispor de informação sobre as motivações que levaram Israel a atacar o campo de gás de South Pars, o maior da República Islâmica, sublinhando que os Estados Unidos não foram previamente notificados.»
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