Para aqueles que já não se recordarem, o bracarense Manu era um rapaz de 19 anos que foi assassinado à facada por ter enfrentando um grupo de brasileiros que tentou drogar estudantes portuguesas num bar universitário:
«Matheus Marley Machado, de 28 anos, o homem julgado pelo homicídio de Manuel Gonçalves, conhecido por "Manu", assassinado à facada, em Abril do ano passado, à porta do Bar da Associação Académica da Universidade do Minho, em Braga, foi esta quarta-feira [18-Jun-2026] condenado a 21 anos e meio de prisão. Também deverá pagar 227 mil euros de indemnização aos pais da vítima.»
A vítima, Manuel Gonçalves (mais à esquerda) e o assassino brasileiro, Matheus Marley Machado.
«Segundo a acusação do Ministério Público, que foi dada como provada pelo colectivo de juízes do Tribunal de Braga, os factos começaram às 1:18 horas do dia 12 de Abril de 2025, num dos espaços interiores do Bar Académico da Universidade do Minho, quando a "Manu" confrontou um dos elementos que integravam o grupo de Matheus Machado, por ter tido a percepção de que um deles teria adulterado a bebida de uma jovem cliente do estabelecimento. Posteriormente, já na via pública, em frente ao bar, "iniciou-se uma contenda, com confrontos físicos".
"Nesse contexto, o arguido, na posse de uma faca e empunhando e brandindo a mesma, avançou de encontro ao ofendido, que estava desarmado e, uma vez junto deste, desferiu-lhe três golpes, atingindo-o mortalmente", acrescentava a acusação.
O tribunal decretou ainda a pena assessória de expulsão de Portugal, por cinco anos, que deverão ser observados após o cumprimento integral da pena, em território nacional.
Segundo afirmou a juíza-presidente, Sónia Martins, que leu o acórdão condenatório na presença de policiamento reforçado: "o arguido quis tirar a vida à vítima, pois poderia ter-se ausentado do local, o que não fez, tendo optado por ficar no local, consumando o crime de homicídio, de forma consciente, resultado com o qual se conformou". A magistrada acrescentou que "nos dias de hoje por tudo e por nada um cidadão tira a vida a outro cidadão com uma arma".
Ainda segundo a juíza-presidente, "a prova, durante todo o julgamento, quer das testemunhas, quer dos peritos, foi abundante, pelo que se impunha condenar-se o arguido, o responsável pela morta da vítima, conforme os vestígios", tendo as três juízas do Tribunal Colectivo elogiado bastante o trabalho da Brigada de Homicídios da Polícia Judiciária de Braga, e criticado "a ausência de arrependimento do crime".
À saída da sala de audiências, os advogados de defesa revelaram que vão recorrer ao Tribunal da Relação de Guimarães e se preciso ao Supremo Tribunal de Justiça, porque os próprios e o seu cliente, não se conformam com a medida da pena aplicada.»
21 anos de pena significa que o assassino vai provavelmente ser libertado ao fim de 15. Que seja ao menos deportado e nunca mais volte a pôr os pés em solo Europeu!

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