quinta-feira, 16 de julho de 2026

Juízes do Tribunal Supremo dos EUA voltam a atraiçoar Trump


        Tenho mesmo de insistir neste ponto: não se pode nomear qualquer caramelo para os tribunais, muito menos para os tribunais de instância superior! Por muito que a Justiça deva idealmente ser separada/independente da Política, essa separação de poderes NUNCA ou quase nunca acontece na prática. E não é sério aspirar a governar um país sem levar isso em consideração! De nada serve fazer leis que depois não passam nos tribunais!

«A escritora e antiga jornalista E. Jean Carroll já recebeu os mais de 5,6 milhões de dólares (cerca de 4,9 milhões de euros) que Donald Trump lhe devia, após um júri decidir, em 2023, que o Presidente norte-americano era responsável por abuso sexual e difamação. O pagamento foi confirmado por registos de um tribunal federal de Manhattan.

 

Relembro que o Presidente Trump foi condenado única e exclusivamente com base no depoimento de várias mulheres, e não numa prova concreta (vídeo, testemunho de terceiras partes, recolha de ADN ou de fluídos corporais). Perguntei à AI da Google como é que isto podia acontecer e ela respondeu-me o seguinte:

«In the May 2023 Manhattan civil trial, the anonymous nine-member jury found President Trump liable for sexual abuse and defamation, ordering him to pay $5 million in damages. Because this was a civil trial, the burden of proof was a "preponderance of the evidence"—meaning the allegations were more likely true than not.»

 

Portanto, Donald Trump foi condenado única e exclusivamente com base no que umas fulanas disseram, razão pela qual foi recorrendo da sentença até ao Tribunal Supremo (TS).

Mas agora prestem atenção, caros leitores, que esta é a parte mais importante desta posta e a razão que me levou a fazê-la. Eu perguntei à AI da Google como é que o TS dos EUA podia simplesmente rejeitar um caso e ela respondeu:

«The rules governing how these rejections work include the following: 

The "Rule of Four"The Supreme Court is not legally obligated to hear most cases. To decide which cases make it onto their calendar, the court uses an internal, long-standing custom known as the "Rule of Four". 

To Accept a Case: At least four of the nine justices must vote in favor of granting the petition to hear the appeal. 

To Reject a Case: If six or more justices vote against hearing it—or if simply fewer than four vote to accept it—the appeal is rejected. Unanimous agreement among all nine is never a requirement. 

Rejections Are Usually Silent: when the Supreme Court rejects an appeal (denies "cert"), they rarely publish the exact vote count. Unless a specific justice chooses to write a formal, public dissent explaining why they believe the court should have taken the case, the public does not know if the decision to reject was a 9-0 vote, an 8-1 vote, or a 6-3 vote. In the June 2026 rejection of President Trump’s appeal, the court issued a standard, unsigned order with no noted dissents. 

This means the appeal failed to get the necessary four votes, but the exact behind-the-scenes tally remains private.»

 

Ora, 3 dos 9 juízes no TS dos EUA foram nomeados por Trump: Grosuch, Kavanaugh e Coney-Barrett. Há outros 3 juízes que foram nomeados por George W. Bush, dois dos quais são ultraconservadores: os velhotes Clarence Thomas e Samuel Alito. Só eram necessários quatro votos para que o recurso fosse apreciado, mas havia, em princípio, cinco votos no papo: os dos 3 nomeados por Trump mais os 2 dos ultraconservadores.

Isto significa que, com grande probabilidade o recurso de Trump foi rejeitado por um ou mais dos juízes que ele nomeou!

E para quem tiver dúvidas disto, é só ver este vídeo em que a juíza Amy Coney-Barrett se queixa de ter recebido ameaças de morte por ter votado contra o fim do direito à cidadania por nascimento, uma promessa de Trump, que a nomeou, aos eleitores republicanos que o elegeram:




Portanto, a fulana traiu as aspirações dos eleitores que a conduziram ao Tribunal Supremo, mas depois ainda se faz de vítima! Mas porque é que ela aceitou o cargo se não partilhava dessas aspirações, nem estava disposta a mudar a lei para ir ao encontro dessas aspirações? Porque o tacho era bom, fidelidades à parte!

Numa coisa os críticos de Trump têm razão: o homem não soube escolher os seus juízes devidamente. E não me venham com a conversa sonsa da "separação de poderes", porque a Esquerda escolhe sempre juízes que lhe fazem as vontadinhas todas! Se querem mesmo "separação de poderes", então, os juízes devem ser passar eleitos pela sociedade civil em função do seu historial nos tribunais, não pelo poder político! Deixem de ser hipócritas, que "não se pode ter o sol na eira e a chuva no nabal"!


____________
Ver também: 


O Tribunal Supremo dos EUA anulou várias das tarifas alfandegárias que tinham sido impostas pelo Presidente Donald Trump
Trump volta a ser traído por um dos juízes que nomeou: governadora "jovem" da Reserva Federal não pode ser despedida

Sem comentários: