sábado, 31 de janeiro de 2026
O Henrique Raposo é tão burro que me faz pensar que as anedotas sobre alentejanos têm um fundo de verdade...
...felizmente, conheço muitos outros alentejanos que têm vergonha dele!
Recordar é viver: em 2017, Pedro Passos Coelho alertava que o "habilidoso" se preparava para escancarar as fronteiras de Portugal ao resto do mundo; infelizmente, nem mesmo o "seu" próprio PSD lhe deu ouvidos
Os 'Epstein files' fazem finalmente uma vítima de alto gabarito
Pois é, como alguém ironizou nas caixas de comentários ao vídeo, "o Sr. Microsoft apanhou um vírus!" 😅
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
O Paul Joseph Watson relembra-nos tudo o que já perdemos devido à imigração
Pasmem: o Alberto Gonçalves ainda conseguiu encontrar pior do que o vídeo anterior! 🤷
É que a ignorância ainda tem desculpa... a propaganda é que não! O vídeo só começa por volta dos 42 segundos.
Como eu já disse aqui muitas vezes, o poder desmesurado que o PS tem em Portugal é o reflexo colectivo da mediocridade portuguesa
E eis que o farsante covideiro deixa finalmente cair a máscara!
«Henrique Gouveia e Melo, que ficou em quarto lugar na primeira volta das presidenciais e teve quase 700 mil votos, vai votar em António José Seguro. O almirante explicou, num comunicado noticiado pelo Expresso, que encara a escolha como “um voto útil ao serviço de Portugal”, justificando que avaliou “o posicionamento dos candidatos” e tem a “convicção de que um [André Ventura] se procura afirmar sobretudo como alternativa governativa”.
Numa crítica a André Ventura, mas também aos políticos que nos últimos anos lideraram o famoso ‘sistema’, Gouveia e Melo diz que “é preocupante o crescimento do radicalismo e da polarização da sociedade portuguesa, alimentados por incapacidades e desresponsabilização política, por desigualdades persistentes, falta de oportunidades, dificuldades sociais profundas, falsas percepções propagadas nas redes sociais e nos media, e por uma justiça lenta que mina a confiança dos cidadãos.”»
O Pedro Rosário denuncia a sabujice cretina dos três estarolas do "Eixo do Mal"
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Para relembrar aos mais esquecidos aquilo que o (in)Seguro representa para o futuro de Portugal e dos portugueses, aqui ficam as mais recentes declarações do actual líder do PS, o Carneiro que extinguiu o SEF e criou a AIMA
«O líder do PS, José Luís Carneiro, defendeu nesta terça-feira [27-Jan-2026] que Portugal nunca teve as fronteiras abertas, considerando que essa é uma “mentira dita mil vezes” pelo Governo e os seus aliados e desafiando-os para um “debate sério” sobre a imigração.
“Uma mentira dita mil vezes não se torna uma verdade. E aquilo que o Governo procurou fazer, juntamente com aqueles a quem se decidiu aliar, foi repetir mil vezes uma mentira. Nunca o país teve fronteiras abertas e sempre as entradas ocorreram no quadro do respeito pelas responsabilidades das fronteiras nacionais”, disse José Luís Carneiro.»
Das duas uma, ou o líder do PS é burro como um calhau ou ele julga que nós somos burros como calhaus. Durante o período em que ele foi Ministro da Administração Interna do (des)governo do "habilidoso", o número de imigrantes legais a viver em Portugal passou de cerca de 400 mil para 1,6 milhões. Se a isso somarmos os ilegais e os naturalizados, o número total de imigrantes em Portugal já deverá andar próximo dos 2 milhões.
E agora, perante estes números avassaladores, este xuxa desavergonhado ainda quer convencer-nos de que isto foi feito “no quadro do respeito pelas responsabilidades das fronteiras nacionais”??? Epá, ó Carneiro, vai mas é gozar com a tua mãezinha!!!
Quem passar por este blogue, não se esqueça disto: votar em Seguro é, em grande medida, votar em Carneiro e em todos os xuxas que pensam como o Carneiro. O xuxa Prata Roque já admitiu que a imigração é uma estratégia da Esquerda para se perpetuar no poder. A eleição do Seguro será um passo decisivo nesse sentido!
E mais um direitinha anuncia que vai votar no (in)Seguro! 🤪
«O ex-líder do PSD e mandatário nacional de Henrique Gouveia e Melo na primeira volta das presidenciais, Rui Rio, anunciou nesta quarta-feira [28-Jan-2026] que vai votar em António José Seguro nas eleições de 8 de Fevereiro
Rio justificou o voto, afirmando não querer “um Presidente populista, um Presidente que não tem problemas nenhuns em mentir e em utilizar argumentos falaciosos para conseguir subir, utilizar demagogia, um Presidente do Tik-Tok”.»
Ventura não tem problemas em mentir? Mesmo que isso fosse verdade, e os pulhíticos da abrilada, não mentem? Não têm feito outra coisa nos últimos 51 anos e meio!
Enfim, estamos a falar de um indivíduo que em tempos se juntou ao que de pior existe entre os xuxas (Santos Silva, Ferro Rodrigues, David Justino, etc.) para criar o "manifesto dos 50". Portanto, de todos os direitinhas que já declararam apoio ao (in)Seguro, o Rio acaba por ser o menos surpreendente.
Aqui fica novamente a lista actualizada dos direitinhas que vão votar no (in)Seguro:
CDS (4)
Assunção Cristas
Cecília Meireles
Francisco Rodrigues dos Santos
Paulo Portas
Rui Moreira*
IL (4)
Carlos Guimarães Pinto
João Cotrim de Figueiredo
Mariana Leitão
Mário Amorim Lopes
Rodrigo Saraiva
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
E como se o vídeo anterior não fosse mau o suficiente...
O Alberto Gonçalves ridiculariza a forma facciosa como as comentadeiras de serviço avaliam os debates em que o André Ventura participa
O vídeo só começa aos 42 segundos.
Entretanto, nos EUA, hollymerda contra-ataca! 🤪
À atenção do Durius e do Osbert de Bawdsey
Gold: Bank of America sets short-term target at $6,000 per ounceGoldman Sachs raises year-end gold forecast to USD 5,400 per ounce
BlackRock: Currency Depreciation Set to Drive Gold Prices Higher
Will gold prices break $5,000/oz in 2026?
Para referência, o valor do ouro fechou ontem nos 5181,13 dólares por onça. Façam disto o que quiserem, meus caros...
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Afinal, o que é que se passa em Mineápolis?
Fiz o "Votómetro" do Observador da direitinha para a 2ª volta das Presidenciais de 2026
Por uma questão de transparência - e também para que os leitores do TU percebam melhor a minha forma de pensar - vou reproduzir aqui todas as respostas que dei ao Observador. Nalguns casos, incluí entre parêntesis o porquê da minha resposta.
"1. A Constituição deve ser revista de forma substancial durante o mandato do próximo Presidente da República."Concordo totalmente.
"2. A intervenção dos Estados Unidos na Venezuela foi uma forma legítima de retirar um ditador do poder."
Tendo a concordar (aqueles que invocam o "direito internacional" não são capazes de apontar alternativas; se dependesse deles, o Maduro ainda lá estava).
"3. O Estado deve criar novos mecanismos, mais apertados, de fiscalização da atribuição de subsídios sociais"
Concordo totalmente.
"4. Os pactos promovidos pelo Presidente da República, nomeadamente na saúde, são um bom instrumento para reformar o país"
Tendo a discordar (os problemas da saúde decorrem da má gestão; ora, a má gestão não se vai resolver com pactos, ela só se vai resolver com reformas estruturais profundas).
"5. Portugal deve enviar tropas para a Ucrânia em missão de manutenção de paz quando houver um cessar-fogo ou um acordo de paz"
Neutro (a pergunta está mal formulada: um cessar-fogo e um acordo de paz são duas situações completamente distintas; eu só aceitaria enviar tropas no segundo caso, nunca no primeiro; sou por isso obrigado a responder "neutro")."6. A isenção de impostos para os jovens na compra da habitação é positiva e deve ser mantida"
Tendo a concordar.
"7. O Estado deve garantir os meios para que todos os cidadãos tenham acesso a cuidados de saúde, independentemente do prestador de serviços (público, privado ou social)"
Concordo totalmente.
"8. O uso de drogas leves para fins recreativos deve ser legalizado"
Neutro (se, por um lado, o uso de drogas é sempre indesejável, por outro lado, a ilegalidade das drogas leves alimenta o crime organizado, que é muitas vezes de origem imigrante)."9. O Presidente deve vetar uma lei que legalize a eutanásia"Concordo totalmente.
"10. Portugal deve continuar a trajetória de descida do IRC para promover o crescimento económico"
Concordo totalmente.
"11. A interrupção voluntária da gravidez deve ser alargada até às 14 semanas"
Discordo totalmente (Portugal precisa urgentemente de mais bebés portugueses para evitar a vinda de mais bebés do terceiro mundo)."12. A maioria do capital da TAP deve ser do Estado""
Neutro (porque depende do estado em que a TAP se encontrar no momento da privatização).
"13. Os poderes do Presidente da República devem ser reforçados"Tendo a discordar (ter os poderes de dissolver a AR e de vetar os diplomas aprovados pelo Parlamento já é mau quanto baste).
"14. Devemos aumentar os incentivos aos planos privados de reforma para assegurar a sustentabilidade da segurança social"Tendo a concordar.
"15. Em Portugal, os criminosos mais violentos devem ser punidos com maior severidade"Concordo totalmente.
"16. A decisão da NATO de aumentar as despesas em defesa dos Estados-membros para 5% é justificável à luz do actual contexto internacional"Concordo totalmente.
"17. O Presidente deve opor-se aos esforços do governo na liberalização das leis laborais"Tendo a discordar (embora isso dependa do tipo de "esforços" em causa).
"18. O Presidente da República deve recusar encontrar-se com chefes de Estado com mandado do Tribunal Penal Internacional (por exemplo Putin ou Netanyahu)"Tendo a discordar.
"19. O aumento do número de imigrantes em Portugal é necessário e positivo"Discordo totalmente (nem necessário, nem positivo).
"20. A integração europeia deve ser ainda mais aprofundada"Discordo totalmente (a UE já tem demasiado poder sobre os estados-membros).
Em relação aos ponderadores, eu escolhi dar mais peso (+) às questões 1, 10, 11, 15, 19 e 20. Dei menos peso (–) à questão 8 e mantive as restantes neutras (=).
Esclareço que votaria no Doutor André Ventura qualquer que fosse o resultado deste "votómetro": a minha prioridade principal é o combate à imigração e só mesmo o Doutor André Ventura é que promete alguma coisa nesse capítulo.
__________________
Outros "votómetros":
Fiz o "Votómetro" do Observador da direitinha para as Autárquicas de 2025 (Porto)
Fiz o "Votómetro" do Observador da direitinha para as Legislativas de 2025
Fiz o "votómetro" do Observador para as Europeias de 2024
Votómetro do Observador da direitinha para as Eleições Presidencias de 2024 (EUA)
Votómetros do Observador da direitinha para as eleições Presidenciais do Brasil 2022
Votómetro do Observador (Legislativas 2022): os meus resultados
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Afinal, Portugal já não está assim tão longe da Alemanha, da França e do Reino Unido...
Afinal, porque é que a abrilada está tão preocupada com André Ventura?
«O sistema permite que antigos deputados e governantes recebam duas subvenções mensais vitalícias, uma por cada função exercida.
As regras que regem as pensões vitalícias atribuídas a titulares de cargos políticos, em Portugal, permitem que quem tenha exercido funções de deputado e de membro do governo receba duas subvenções mensais vitalícias distintas.
Este sistema significa que um antigo parlamentar pode acumular uma pensão vitalícia pelo tempo que serviu na Assembleia da República e outra pelo tempo em que liderou um Ministério ou que foi Secretário de Estado.
Um dos exemplos mais mediáticos é o de Armando Vara. Segundo dados apurados, recebeu duas pensões deste tipo: 3223 euros mensais pela carreira como deputado e mais 2506 euros pela passagem por cargos governamentais.
Para além disso, Armando Vara recebe ainda uma pensão de reforma de 3568 euros.
Assim, por estas três pensões, Vara recebe um total de 9297 euros por mês.
Até agora, a existência destas pensões autónomas para cada cargo não estava amplamente conhecida e a ministra da Segurança Social ainda não comentou oficialmente o caso, quando contactada sobre o assunto.
Este caso surge num momento em que o debate em torno das pensões em Portugal continua muito acesso, com propostas políticas a discutir aumentos permanentes para pensões mais baixas e com a despesa com pensões a crescer significativamente no país.»
O Alberto Gonçalves comenta o apoio do Cavaco da direitinha Silva ao xuxa Tozé (in)Seguro
O vídeo só começa por volta dos 44 segundos.
André Ventura reage ao apoio do Cavaco e do Portas ao (in)Seguro
A reacção do Pedro Rosário ao apoio do Paulo Portas ao Tozé (in)Seguro
O Alberto Gonçalves - que até é um liberal - ironiza sobre a forma caricata como o centrão se uniu contra o André Ventura
E mais DOIS direitinhas declaram apoio ao xuxa (in)Seguro! Um deles é Cavaco Silva, um autêntico ídolo da direitinha!!!
Paulo Portas assume voto "fácil" em Seguro na segunda volta. “O senhor que grita muito só sabe dividir”
Esta de "dividir" é o máximo, vinda de um fulano que passou a maior parte da sua carreira política a criticar a imigração! Eu ainda me lembro de, há quase 20 anos, haver TRISTES que se diziam nacionalistas no blogue Gladius, a dizerem que não iam votar no PNR para dar o seu voto a esta criatura (Portas), racionalizando que "ai, o Portas é o único com hipótese de chegar à AR"! Vejam bem a merda que fizeram, seus idiotas! Levaram esta gentalha ao colo, estes traidores de Portugal e dos portugueses!!!
Esperam que estejam contentes, porque esta lista actualizada dos direitinhas que vão votar no (in)Seguro também é vossa:
CDS (4)
Assunção Cristas
Cecília Meireles
Francisco Rodrigues dos Santos
Paulo Portas
Rui Moreira*
IL (4)
Carlos Guimarães Pinto
Mariana Leitão
Mário Amorim Lopes
Rodrigo Saraiva
domingo, 25 de janeiro de 2026
Quando a realidade supera a ficção: "jovem" que lidera o Nova Direita apela ao voto em Ventura para combater o socialismo! 😮
«E agora, algo completamente diferente...» (2)
O Observador tem um novo cronista, que dá pelo nome de João Maurício Brás. O seu primeiro artigo é soberbo!
«Marc Carney: do merceeiro de Havel ao banqueiro de Davos - coragem zero, oportunismo total
O discurso de Mark Carney em Davos (20 de Janeiro de 2026) foi saudado pela comunicação social liberal-progressista como exemplar, corajoso e lúcido. Não o é. Trata-se da mais recente e sofisticada tentativa do liberalismo progressista de sobreviver ao colapso da ordem que ele próprio erigiu e de que beneficiou durante décadas. O primeiro-ministro do Canadá anuncia a morte da “ordem internacional baseada em regras” como se descrevesse um acidente inevitável, uma “rupture, not a transition”, o fim de uma “pleasant fiction”. Na realidade, fala do fracasso histórico do seu próprio projecto ideológico. O liberalismo progressista não caiu por traição; caiu por ter sido aplicado na íntegra. Trump e outros fenómenos são efeitos, não causas.
Aqueles que hoje lamentam a “nova realidade brutal” são os principais arquitectos do desastre. Durante décadas, prometeram globalização regulada, justa, inclusiva e pacificadora. Entregaram desindustrialização, erosão das soberanias, dependências estratégicas letais, fragmentação social, erosão cultural e uma oligarquia tecnocrática cada vez mais desligada dos povos. A “ordem baseada em regras” nunca foi universal: foi hierarquia disfarçada, excepções convenientes para os fortes, e moral selectiva administrada por elites financeiras, jurídicas e mediáticas. Carney reconhece agora que essa ordem acabou, “the old order is not coming back”, mas falta-lhe a honestidade de admitir que foi ela própria que destruiu a credibilidade da regra. A “nova ordem” que acena não é renovação; é a velha ordem a tentar sobreviver num mundo desenraizado, de consumo e espectáculo, que se pretendia homogéneo e incontestável.
O Canadá integrou plenamente essa ordem dos mais fortes que essa elite agora denuncia com falsa humildade. A ordem liberal-progressista quis submeter o planeta, rotulando de antidemocrática qualquer recusa de capitulação. Implodida, os seus líderes deviam assumir as responsabilidades do poder hegemónico exercido sob disfarce de boas intenções. Carney não lamenta o significado perdido da ordem internacional; lamenta que ela já não dependa da sua ideologia. É verdade que o autor do discurso identifica correctamente a instabilidade crescente, a fragmentação do sistema internacional e o regresso da lógica de poder. O problema é que confunde o diagnóstico do colapso com a absolvição dos seus autores. A proposta de coordenação entre “potências médias”, “if you’re not at the table, you’re on the menu”, não é solução; é tentativa de salvar o cosmopolitismo tecnocrático sem o nomear. Troca-se o império por um condomínio de especialistas, mas mantém-se a lógica: decisões afastadas dos povos, legitimadas por “valores” abstractos, blindadas contra a política real e protegidas por retórica moral.
O banqueiro de Davos fala de realismo, mas recusa a realidade fundamental: as nações não são meras unidades económicas; são comunidades históricas. A política não é gestão de interdependências; é governo de povos concretos. A soberania não é detalhe técnico; é condição da democracia. A ordem verdadeira não nasce de regras abstractas; nasce de lealdades, limites, tradições e responsabilidade partilhada. O liberalismo progressista de Carney persiste em ver os conflitos globais como falhas de coordenação, quando são choques de civilizações, interesses vitais, identidades e visões morais inconciliáveis. A sua linguagem permanece pós-histórica; o mundo regressou ao trágico. Ao citar Havel e “living within a lie”, o merceeiro que retira o cartaz da montra, o orador aproxima-se da verdade que não ousa atravessar. A grande mentira do nosso tempo foi exactamente a de que o mercado global, a governação técnica e o progressismo cultural podiam substituir política, cultura e moral. Mas o “viver na verdade” de Havel, em O Poder dos Impotentes, não é estratégia geopolítica nem reconfiguração de alianças: é acto existencial, solitário, perigoso, muitas vezes autodestrutivo. O merceeiro arrisca tudo, vida, emprego, família, dignidade. Carney e as elites retiram o cartaz só agora que a “polícia”, a hegemonia complacente, já não vigia nem pune. Isso não é coragem; é adaptação tardia, oportunismo tardio. As referências a Tucídides, “the strong do what they can and the weak suffer what they must”, e a Havel iludem as lições verdadeiras: os Estados não caem por falta de valores; caem por má avaliação da sua posição real no poder. Os impérios criam regras enquanto lhes convêm e abandonam-nas quando limitam. Carney lamenta precisamente o fim dessa excepção conveniente para o Ocidente liberal. Substitui um cartaz por outro: as “hortaliças” deram lugar ao chavão vazio de “realismo baseado em valores”. Este discurso é emocionalmente apelativo, mas factualmente oco. Não existe “potência média colectiva” como sujeito histórico unificado; existem Estados com medos, horizontes e tolerâncias ao risco díspares. Se Havel fosse vivo, perguntaria a Carney: onde estavas quando a hipocrisia beneficiava o teu conforto? Se a ordem era má, porque viveste nela confortavelmente durante décadas? Quem denuncia a mentira do sistema sem nomear a própria cumplicidade permanece dentro dela. O novo conservadorismo recusa a nostalgia dessa ordem e a ilusão da sua reforma. Ela não colapsou por imperfeição; colapsou por ser antropologicamente falsa: negou limites humanos, dissolveu vínculos, reduziu o cidadão a consumidor, a pátria a mercado, a cultura a produto, a política a gestão, a verdade a narrativa.
A alternativa não está numa nova arquitectura multilateral desenhada em Davos. Está na restauração da política como destino comum, da economia como instrumento e não senhor, da cultura como raiz, da soberania como responsabilidade e da tradição como continuidade viva. Precisamos de pertença antes da interdependência, identidade antes da coordenação, soberania antes da regra, comunidade antes do sistema. Carney propõe resiliência sem pertença, cooperação sem identidade, ordem sem transcendência. Trump também não é a resposta. O liberalismo progressista quer salvar o mundo da história. O que importa é salvar a história do liberalismo progressista. Apesar da elegância retórica e da lucidez táctica parcial, o discurso de Carney não é ruptura. É o lamento de uma elite que percebeu a perda de controlo, mas ainda não entendeu porquê.»
sábado, 24 de janeiro de 2026
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Olha, outro abrileiro tido como "moderado" a quem caiu a máscara!
Mais uma prova inequívoca de que PS = PSD (17): o pigmeu laranjinha apoia o Tozé xuxinha
Mais quatro direitinhas do PSD, da IL e do CDS declaram o seu apoio ao Tozé (in)Seguro
As três entradas novas são as seguintes:
Aproveito para actualizar a lista dos "anti-socialistas" que vão votar Seguro:
CDS (4)
Assunção Cristas
Cecília Meireles
Francisco Rodrigues dos Santos
Rui Moreira*
IL (4)
Carlos Guimarães Pinto
Mariana Leitão
Mário Amorim Lopes
Rodrigo Saraiva
Isto só comprova aquilo que nós, nacionalistas, temos dito ao longo dos anos: na hora da verdade, os direitinhas escolhem sempre a Esquerda, SEMPRE! Porquê? Porque, no fundo, eles comem do mesmo prato que a Esquerda, servem os mesmos amos e prosseguem os mesmos objectivos: a imigração sem limites, a mundialização da economia, a destruição das nações e a miscigenação total dos povos. Tudo em nome do desígnio da criação de um governo mundial onde os direitinhas esperam poder vir a ter um lugar.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
O Alberto Gonçalves faz notar que as acusções de assédio sexual imputado a Cotrim de Figueiredo desapareceram dls mé(r)dia após o acto eleitoral
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Mais uma entrevista de André Ventura, mais uma torrente de ataques desonestos
Desde o primeiro momento, o "jornalista" esteve sempre ao ataque...
"Sou de Direita, mas voto no Seguro"...
...é a nova versão do velho "sou heterossexual, mas faço sexo com homens".
O "jornal" Expresso atinge um novo mínimo
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
O Alberto Gonçalves denuncia a hipocrisia da direitinha do sistema que veio a correr, toda afoita, anunciar o voto no Tozé (in)Seguro
A melhor parte de o André Ventura ter passado à segunda volta...
...é que agora estamos a ver finalmente a verdadeira face da direitinha do sistema:
Rui Moreira anuncia voto em Seguro na segunda volta
Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto (PSD), votará em Seguro na segunda volta
José Eduardo Martins (PSD) e António Capucho (PSD) anunciam voto em Seguro
José Pacheco Pereira (PSD) votará em "socialista mole" Seguro
Mário Amorim Lopes (IL) e José Miguel Júdice (PSD) apoiam António José Seguro
Rodrigo Saraiva da Iniciativa Liberal anuncia apoio a Seguro
Carlos Guimarães Pinto (IL): “Vou votar em Seguro"
Cecília Meireles (CDS) declara voto em Seguro na segunda volta
Francisco Rodrigues dos Santos, ex-líder do CDS, assume que estará com Seguro na 2.ª volta
Tudo isto só no último dia e meio, quando ainda nem sequer passaram 48 h desde as eleições! Se alguém ainda tinha dúvidas, aqui está a verdade nua e crua: os direitinhas apoiam o xuxa (in)Seguro, tal como apoiaram o Merdama, a Hilária, o Bidé e a Kamela!
No que toca à imigração, os partidos da direitinha querem mais, não menos! E apoiarão sempre o candidato que for mais pró-imigração contra o candidato que for mais anti-imigração!
domingo, 18 de janeiro de 2026
Primeiras impressões sobre as Presidenciais de 2026
Tenho muito a dizer sobre estes resultados, mas já não vai dar para ser hoje, que amanhã vou ter de me levantar muito cedo.
Faço notar apenas o seguinte: aqueles que previam o fim do PS devem pôr bem os olhos nos números destas eleições. Um candidato amorfo, sem carisma nenhum e com uma conversa tão superficial e sonsa que é digna de uma candidata a Miss Portugal, teve mais do que o triplo dos votos que a Ana Gomes tinha tido em 2021!
Já há muito que eu venho a avisar: o PS nunca, mas nunca pode ser subestimado. É a organização partidária mais poderosa de Portugal e aquela que, infelizmente, continua a cativar a maior fatia do eleitorado, mesmo que esse eleitorado possa oscilar de eleição para eleição.
E o mesmo é válido para outros neomarxismos... tenho ouvido muita gente ingénua a vaticinar o fim do wokismo, mas o wokismo nunca acabará, apenas se metamorfoseará. Só quem não percebe nada de marxismo é que pode pensar o contrário. Os marxistas nunca desistem, eles lutam até ao último suspiro. E nós temos de nos convencer que a luta contra eles é eterna, é a luta do Bem contra o Mal, pelo que nunca poderemos dar-nos ao luxo de baixar os braços, nem dar nenhuma vitória como definitiva.
Mais umas bacoradas por parte do Cardeal Patriarca de Lisboa
«A presença de muitos imigrantes de outras religiões não diminui o cariz cristão e católico dos valores morais da sociedade portuguesa, porque essa tal matriz a que se refere está no coração das pessoas»
Leram bem? Haver "muitos imigrantes de outras religiões" não afecta em nada o cristianismo, pá! Mas mesmo nada, hem!!! Enquanto houver um português cristão, o cristianismo vingará! 🤪 Pelo visto, o declínio da ICAR é tão grande, que agora até temos cardeais que nem sequer compreendem matemática básica! 🤦♂️
Presidenciais 2026: uma boa notícia, pelo menos, para já... (2)
Actualização da tabela da posta anterior com o valor da afluência às 16 h:
Presidenciais 2026: uma boa notícia, pelo menos, para já...
A afluência até às 12 h foi a maior dos últimos 20 anos:
Resta saber se ainda o continuará a ser depois de as urnas fecharem...
sábado, 17 de janeiro de 2026
Mais uma eleições, mais um "dia de reflexão"...
A mesma Lei acrescenta que “toda a actividade passível de influenciar, ainda que indirectamente, os eleitores quanto ao sentido de voto, bem como a exibição, junto das mesas de voto, de símbolos, siglas, sinais, distintivos ou autocolantes de quaisquer listas estão proibidas”.
A pena para os incumpridores pode chegar aos seis meses de prisão... e como agora prisões estão cheias de "jovens", meio-"jovens" e afins, eu vou optar pela preservação do último troço do meu aparelho digestivo - que, aliás, já sofreu o suficiente durante a época de Natal e fim de ano recentes -, e vou fazer apenas aquilo que faço sempre em véspera de eleições: apelar ao voto, i.e., à comparência dos leitores do TU(f) nas urnas.
Porquê, então, votar amanhã?
Desde logo e como eu tenho repetido constantemente ao longo dos anos, porque não votar é votar por omissão. Quando nós não votamos, há sempre muitas outras pessoas que votam. E, votando elas e não nós, são elas - e só elas - quem acaba por decidir o nosso destino colectivo.
Perante este argumento, há quem contraponha, ignorantemente: "ah, mas se houver muita gente a não votar, as eleições ficam postas em causa, pá"! Ficam? Como é que ficam, se a Constituição abrilina... ai, perdão, portuguesa é absolutamente clara a esse respeito? Ora, reparem:
Constituição da República Portuguesa
Artigo 152.º
Representação política
1. A lei não pode estabelecer limites à conversão dos votos em mandatos por exigência de uma percentagem de votos nacional mínima.
E o que é válido para a abstenção também serve para os votos brancos/nulos, conforme esclarece a Comissão Nacional de Eleições:
«O que é um voto em branco?É aquele cujo boletim não contenha qualquer marca ou sinal.
O que é um voto nulo?É aquele em cujo boletim de voto:
- Tenha sido assinalado mais de um quadrado;
- Haja dúvidas sobre qual o quadrado assinalado;
- Tenha sido assinalado o quadrado correspondente a uma candidatura que tenha sido rejeitada;ou desistido das eleições;
- Tenha sido feito qualquer corte, desenho ou rasura;
- Tenha sido escrita qualquer palavra.
O que acontece se numa eleição os votos brancos e/ou nulos forem superiores aos votos nas candidaturas?
Os votos em branco, bem como os votos nulos, não sendo votos validamente expressos, não têm influência no apuramento do número de votos obtidos por cada candidatura e na sua conversão em mandatos.
Ainda que o número de votos em branco ou nulos seja maioritário, a eleição é válida e os mandatos apurados tendo em conta os votos validamente expressos nas candidaturas.»
É preciso lembrar ainda que não
se vota apenas para escolher um determinado candidato, vota-se também
para impedir ou para mitigar a hegemonia dos outros partidos/candidatos. E que, quando votamos, estamos a dar maior visibilidade política e mediática não apenas ao partido em que votamos, mas também ao movimento ideológico a que ele pertence. Isto não é coisa pouca, porque há ideias e conversas que só entram no
espaço público se forem trazidos por certos intervenientes, mesmo que
esses intervenientes tenham poucas hipóteses de vencer. Muitos teimam em não perceber isto: muito do que é aceitável hoje em dia não o era há apenas uns anos atrás. E só se tornou aceitável hoje em dia porque houve alguém que teve a coragem de, nalgum momento passado, quebrar tabus. E, sobretudo, porque houve muitas pessoas que recompensaram essa coragem com o seu voto.
Vocês
podem sempre optar por fazer como o fulano da imagem que se segue. Mas
depois não se podem queixar de que ficou tudo na mesma. Lamento, mas não
podem! Cruzar os braços e não fazer nada não é uma estratégia de
actuação válida! Estas coisas são como os jogos de futebol: não podemos
marcar golos estando sentados no banco de suplentes. Aliás, a analogia ainda é mais grave do que isso, o fulano na imagem abaixo nem sequer respondeu à convocatória, nem sequer compareceu no terreno de jogo, mas julga que pode influenciar o resultado de forma decisiva! Tal é o nível de alucinação desta gente!!!















