Pasmem, caros leitores, nem mesmo o André Ventura teve coragem de dizer isto:
«A compaixão cristã é essencial, mas sem distinguir claramente entre quem realmente precisa de protecção e quem explora o sistema, e sem exigir responsabilidades aos países de emigração, o discurso perde credibilidade junto daqueles que todos os dias pagam a conta com mais tempo de espera e menor qualidade de vida.»
6 comentários:
Nao sei se criticar a Igreja é ou devia ser um foco agora.
Não se trata de criticar a Igreja no seu todo, apenas a parte imigracionista. A maioria dos católicos que conheço não reagem mal às minhas críticas sobre a forma como os padres e os bispos defendem a imigração. Só começam a tripar quando eu critico certas passagens da Bíblia (e.g., dar a outra face, amar o inimigo, abandonar a família para seguir o JC, perdoar a quem nos ofende, etc.)
Sim, concordo, mas acho que é um tema desncessario, quem anda a fazer isto nao é a igreja é o sistema partidario apoiado por organizações obscuras e por empresas ou representantes das empreas. O foco devia ser esse.
Eu até concordo que os partidos devem ser o alvo principal, mas a Igreja tem feito muito estrago, não apenas a defender a imigração, mas também a acolher fisicamente os imigrantes em muitas das suas instalações.
Tu já não te lembras, por exemplo, daquele caso que o Afonso Gonçalves denunciou em Fátima, em que ele foi visitar um lar de freiras que tinha sido enchido de "seres humanos como nós"?
E daquele velho que foi entrevistado na televisão logo a seguir ao temporal do último Inverno, a dizer que o mau tempo tinha sido um castigo de Deus pelo pessoal andar a votar no Ventura?
Para não falar dos peditórios da Cáritas e de outras associações da caridadezinha ligadas à Igreja, que enviam todos os anos milhares de toneladas de mantimentos e medicamentos para África, sem exigir sequer que os afros usem mais preservativos ou tenham menos filhos.
A Igreja tem feito muito estrago. Isso também deve ser denunciado.
É um tema complexo compreendo. Eu proprio tenho uma busca paralela pela nossa religiao nativa. Mas acho que é um tema que nos devemos criticar mas nao focar, se é que me faço compreender.
Creio que sim, mas repara: eu, ao contrário do Caturo, não faço disto o meu cavalo de batalha. Aliás, sou muito mais duro com o Cristianismo na minha vida pessoal privada do que aqui, na blogosfera.
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