«As equipas do Elche e do Real Madrid entraram em campo no estádio Martínez Valero com t-shirts de apoio a Ceuta, com três excepções notáveis: Mbappé, Vinicius e Konaté. Os três receberam as suas t-shirts no túnel de acesso ao relvado. Konaté simplesmente levou a sua nas mãos, enquanto Mbappé e Vinicius as colocaram sobre os ombros, mas não as estenderam completamente acima do peito. No entanto, quando chegaram ao [fim do] túnel, nenhum dos dois exibiu as camisolas, um gesto que chamou a atenção.
As t-shirts apresentavam o slogan "Somos todos cavalas" [os habitantes de Ceuta são conhecidos em Espanha por 'cavalas', um gentílico relacionado com a pesca da cavala nas águas do Estreito de Gibraltar, tendo os pescadores de Ceuta começado a ser chamados 'cavalas' no século XIX], em apoio explícito à cidade autónoma de Ceuta, que recebeu um grande fluxo de marroquinos no final de Julho.
O trio do Real Madrid não vestiu totalmente as suas t-shirts, ocultando parcialmente a mensagem, e despiu-as rapidamente depois de cumprimentar o adversário, uma atitude que gerou controvérsia em Espanha.
O jornal El País refere que a decisão dos três jogadores de não desdobrar totalmente as t-shirts está relacionada com "sensibilidades pessoais" e "não está alinhada com a posição do clube". O jornal AS acrescenta que o Real Madrid "defende a diversidade de opiniões e sensibilidades dentro do seu balneário e deu a cada jogador a liberdade individual de escolher se usaria ou não a camisola".»
O esquerdista El País bem lhes pode chamar "sensibilidades pessoais" à vontade, porque nós aqui no TU(f) sabemos perfeitamente do que se trata: estes três estafermos não-europeus, pagos principescamente para jogar futebol em terra alheia, acham muito bem que Ceuta esteja a ser iminvadida por oportunistas marroquinos!
De quem é a culpa por tamanho descaramento? Deles, evidentemente, mas também dos milhões de europeus que pagam para ver o Real Madrid, seja nos estádios, seja fora deles. O futebol dá tudo e mais alguma coisa a estas grandes bestas ingratas que, se for preciso, apoiam sem reservas os inimigos da Europa. Mas "o que é importa é continuar a ganhar", não é mesmo? Que interessa Ceuta, ou mesmo Espanha, ou mesmo a Europa, quando o Real Madrid pode voltar a sagrar-se campeão?






