terça-feira, 1 de setembro de 2026

«Helena Matos: Porque se enganam quase sempre os intelectuais?»


         A pergunta é supostamente feita num livro publicado recentemente, sendo que a Helena responde: "os intelectuais enganam-se porque querem e porque acreditam mais no seu ascendente do que na livre iniciativa."
 
Isto é uma forma extremamente benevolente de pôr a coisa. A verdade é muito mais feia: os "intelectuais" "enganam-se" porque são ideólogos, não intelectuais. Um intelectual é, supostamente, alguém que recorre à razão e ao método científico para explicar a realidade e que aceita as evidências independentemente de elas colidirem ou não com as suas convicções pessoais.
 
Ora, a maioria dos "intelectuais" da nossa praça não se encaixa nesta definição. Pelo contrário, eles partem quase sempre das suas próprias conclusões estabelecidas a priori, para depois distorcerem as evidências, muitas vezes de uma forma absolutamente grosseira, numa tentativa desonesta de sustentar essas conclusões. Por outras palavras, eles viciam o método científico, invertendo a ordem entre a formulação da hipótese (passo 3 nesta lista) e a retirada de conclusões (passo 6 nesta lista).
 
Por (de)formação ideológica, os (neo)marxistas são particularmente expeditos nesta "arte" de viciação do método científico, o que explica que haja tantos pseudo-intelectuais de Esquerda armados em cientistas nas nossas universidades e centros de investigação. Mas eu aqui culpo sobretudo a Direita, que continua, ao fim de mais de um século desde que o degenerado do Gramsci preconizou a "hegemonia cultural", incapaz de compreender a necessidade de disputar as instituições capturadas pela Esquerda.
 
 

Mas que grande melão: o Tozé(ro) (in)Seguro promulgou a Lei do Retorno! 😅😂🤣


Repare-se que ele tinha mesmo que aprovar: tendo o Tribunal Constitucional dado luz verde à Lei, se o (in)Seguro a vetasse, o Parlamento voltaria a aprová-la e ele ficaria ainda mais com cara de palhaço! 😂

«O Presidente da República promulgou esta segunda-feira a chamada Lei do Retorno depois de a ter enviado para o Tribunal Constitucional e de os juízes-conselheiros terem considerado que não havia qualquer inconstitucionalidade. António José Seguro justifica, numa nota publicada no site da Presidência, que tinha “fundadas dúvidas” quando fez o pedido de fiscalização, em particular sobre se estava “acautelado o superior interesse da criança e garantida a proporcionalidade da duração da privação da liberdade de cidadãos estrangeiros que não praticaram qualquer crime, por decisão administrativa.”» 



Esta fotografia devia aparecer nos dicionários à frente da expressão "ficar com um melão"! 🤣


O Prof. Miguel Morgado resume o essencial sobre a actuação sonsa do (in)Seguro: