«O Governo espanhol estima que cerca de 49 mil imigrantes tenham entrado no enclave de Ceuta em apenas 24 horas. Confrontada com o que poderá ser a maior crise imigratória na região desde 2021, a cidade é, por um lado, um foco de tensão nas relações entre Espanha e Marrocos e, por outro, uma das principais portas de entrada na Europa para quemprocura melhores condições de vida[procura a mama europeia]. Centenas de pessoas, incluindo crianças, atravessaram, na quinta-feira [30-Jul-2026], a fronteira entre Marrocos e Espanha.
Nos últimos dias, milhares de imigrantes atravessaram a fronteira entre Marrocos e Espanha, para chegar a Ceuta. Pelo menos 19 pessoas morreram durante a travessia [o Observador fala em 27 mortos]. Imagens que circulam nas redes sociais mostram a multidão a correr e a contornar o paredão da fronteira e despertam memórias da crise imigratória de 2021. Até hoje, Ceuta continua a ser foco de tensão entre Madrid e Rabat e porta de entrada na Europa.
Esta travessia em massa levou o Governo espanhol a mobilizar as Forças Armadas para apoiar a Guarda Civil no reforço da segurança da fronteira e o patrulhamento das águas junto ao enclave. O autarca da cidade, Juan Vivas, descreveu a situação como uma "emergência humanitária e social absoluta" e pediu mesmo a declaração de “emergência nacional". O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, desloca-se esta sexta-feira [31-Jul-2026] a Ceuta.»
Mas porque é que os imigrantes se lembraram de fazer isto precisamente agora? Prestem atenção, caros leitores, que o se segue é um exemplo paradigmático da estupidez monumental - ou da negligência criminosa - das "elites" ocidentais:
«O Tribunal Supremo espanhol anunciou a 8 de Julho [de 2026] que interpretou a disposição da Lei de Estrangeiros sobre rejeição de imigrantes ilegais na fronteira ("devoluções a quente") como aplicável apenas quando o imigrante transpõe "elementos de contenção" física, como saltar uma vedação.Como não existem barreiras físicas no mar, a quem entra a nado em Ceuta (ou no enclave de Melilla) deve aplicar-se o procedimento de devolução ordinário - com direito a entrevista e possibilidade de pedido de asilo - sem procedimento sumário de rejeição na fronteira.
Apesar de considerar que a situação actual se deve a muitos outros factores, a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) considera que esta recente decisão judicial pode ter influenciado as recentes travessias em massa de imigrantes.»
Portanto, estas luminárias destes juízes do Supremo espanhol decidiram que qualquer badameco que entre a nado em Espanha é, automaticamente, um requerente de asilo, não podendo ser deportado de imediato! O que levou os imigrantes, certamente orientados por algum Timóteo Macedo espanhol, a entrar massivamente em Ceuta pelo mar, uma vez que já não podem ser removidos "a quente", i.e., no momento em que são apanhados!
E ainda quer o paspalho do Carlites Days que respeitemos as "elites" judiciárias! O que é que um juiz tem na cabeça para tomar a decisão descrita na parte que eu sublinhei a cor vermelha??? Nada! Rigorosamente nada!!! Não é preciso ser especialmente inteligente para constatar rapidamente que um imigrante ilegal não deixa de ser um imigrante ilegal só por ter atravessado a fronteira numa zona onde não havia barreiras físicas! Isto é completamente surreal! Até parece que temos crianças a mandar nos nossos tribunais!
Felizmente, nem todos na Europa andam a dormir. Segundo o Observador, o governo finlandês defendeu a exclusão de Espanha do Espaço Schengen por falhar na protecção das fronteiras externas:
«A ministra finlandesa da Administração Interna defende a exclusão de Espanha do Espaço Schengen por ter falhado na gestão da crise imigratória.
“A Espanha falhou completamente em proteger a fronteira externa do espaço Schengen contra infiltrações”, escreveu no X a ministra da Administração Interna finlandesa, Mari Rantanen, do Partido dos Finlandeses,
da direita radical[da Direita de verdade],“Isto não pode continuar. Todos os países europeus devem apoiar a proposta de Meloni. Países que não cumprem a sua obrigação de proteger a fronteira externa não podem ser membros do Schengen”, acrescentou ainda.»
Resta-nos esperar que outros líderes Europeus se juntem rapidamente à Meloni e à Rantanen, mas não vai ser nada fácil. Conforme eu tenho denunciado neste espaço ao longo dos anos, as "elites" europeias querem mais imigração, não menos.
E convém sublinhar: o que Sánchez está a fazer em Espanha é o que o "nosso" PS fará se voltar ao poder aqui em Portugal. Nunca nos esqueçamos que foi precisamente o xuxa Carneiro que acabou com o SEF!

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