Esta é a primeira de muitas postas que tenciono fazer até ao final do ano sobre nacionalismo e natalidade. Continuo a ouvir, infelizmente, demasiadas pessoas que dizem ser nacionalistas a afirmar que "a natalidade é secundária, se é que é importante de todo. O que é preciso é fechar as fronteiras". Isto, para mim, é tão absurdo como alguém dizer que estudar, trabalhar e poupar é secundário, porque o que é preciso é ter dinheiro.
Aliás,
esta forma de "pensar", por parte dos nacionalistas que desprezam a natalidade, é tão absurda que me faz lembrar aquele 'meme'
da bifana inglesa que, confrontada com o problema de haver sem-abrigo, retorquiu, num dos exemplos mais espectaculares do efeito de Dunning-Kruger que eu já vi: "se és um sem-abrigo, então, simplesmente compra uma casa! Dããã!!!" 🤪
Em ambos os exemplos, (i) fechar as fronteiras e (ii) ter dinheiro, o processo mental subjacente é falacioso, porque é aquilo a que o povo chama "pôr o carro à frente dos bois". A segunda condição (fechar as fronteiras; ter dinheiro) decorre da primeira (i) ter filhos suficientes para vencer as eleições e/ou guerras do futuro; (ii) estudar, trabalhar e poupar. Tal como não se pode aspirar a ter dinheiro sem primeiro fazer por ele (excluindo, evidentemente, aqueles que têm a sorte de já nascerem ricos), também não se pode aspirar a fechar as fronteiras sem haver uma quantidade suficiente de pessoas mobilizadas para, seja através da política (eleições), seja através do conflito (guerra), impor esse desfecho à superclasse globalista.
O grande erro destes nacionalistas resulta do facto de eles aparentemente não perceberem - ou não quererem perceber - que fechar as fronteiras é uma empreitada a longo prazo, é um objectivo a concretizar no futuro, a várias gerações, sendo impossível de realizar no presente a curto ou mesmo a médio prazo. E este intervalo temporal inescapável entre o que seria desejável fazer hoje e aquilo que é realmente possível de fazer apenas no futuro cria imediatamente um GRANDE problema para o Nacionalismo: sendo a natalidade dos alógenos muito superior à nossa, à medida que o tempo passa, o número potencial de pessoas dispostas a lutar pelo fecho de fronteiras tenderá a diminuir, enquanto o número de pessoas dispostas a lutar contra o fecho das fronteiras tenderá a aumentar.
Muitos nacionalistas não querem ver isto porque, no passado recente, o Nacionalismo tem crescido eleitoralmente. Porém, sem a vitalidade demográfica do nosso lado, esse crescimento poderá não durar muito mais tempo: se as populações europeia e norte-americana brancas se tornarem minoritárias, tornar-se-á matematicamente impossível aos nacionalistas europeus alcançar as maiorias parlamentares requeridas para forçar o fecho das fronteiras.
Hoje não me vou alongar muito mais, porque já sei que, quando escrevo mais do que meia-dúzia de parágrafos, a esmagadora maioria das pessoas não os lê. Vou apenas relembrar que as projecções mais optimistas dizem que os brancos não-hispânicos que vivem nos EUA passarão a ser uma minoria já em 2045, enquanto os britânicos brancos deverão tornar-se minoritários no Reino Unido em 2063. Isto, em termos geracionais, é já ao virar da esquina.
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