segunda-feira, 24 de agosto de 2026

E por falar em segurança: brasileiro acusado de tortura no 'Brá-Zíu' exercia como psicólogo em escolas básicas do Alentejo e de Cascais



«As primeiras denúncias remontam a 2014. Nesse ano, familiares e antigos utentes do Centro de Tratamento e Recuperação de Álcool e Drogas (o Cetrad), uma instituição para tratamento de dependências localizada em Ribeirão Preto, no estado brasileiro de São Paulo, dirigiram-se às autoridades policiais para denunciar o que descreviam como actos de violência contra os utentes. O espaço era gerido pelo casal Djalma Henares e Marluci Bellini e, pelo menos durante dois anos (entre 2012 e 2014), terão sido ali praticados actos de sodomização com tacos de bilhar e espancamentos a soco e pontapé, além de os utentes terem sido obrigados a cavar buracos no perímetro da clínica onde depois eram enterrados. 
Em 2014, uma mulher que vivia próximo das instalações da clínica assistiu ao momento em que um dos utentes tentou fugir do local. E descreveu o que viu ao portal de notícias brasileiro G1. “Fiquei assustada, pois o homem estava bem magoado. Bateram nas suas costelas, davam chutes, pontapés e o enforcavam. Acho ainda que estavam com uma máquina de dar choque eléctrico, pois fazia barulho”, relatou nesse momento. Na sequência da investigação, e depois de terem conhecimento da emissão de uma ordem de prisão preventiva, fugiram para Portugal. Djalma seria detido a 9 de Julho, na Amadora, e a ex-mulher foi apanhada pelas autoridades portuguesas uma semana mais tarde, em São Miguel, nos Açores.»

 

Faço notar que o Observador da direitinha, na sua desonestidade habitual, omitiu que as escolas em que o brasileiro trabalhava como psicólogo incluíam, tanto na Amareleja como em Cascais, escolas do ensino básico, conforme podemos constatar aqui e acolá. Ou seja, tínhamos um torturador a dar "apoio" psicológico às nossas crianças! 🤦‍♂️

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