quinta-feira, 23 de julho de 2026

Uma boa intervenção do (((Gad Saad))), mas...


 ...ao contrário do Asmongold, eu faria duas ressalvas: 
 
1. Mesmo a economia e a engenharia estão cheias de pseudociência, das teorias de crescimento económico keynesianas às ecotretas sobre as alterações climáticas; não tanto como as ciências sociais e humanas, é certo, mas não pensem que as ciências exactas estão completamente imunes à demagogia e à falsificação de resultados.
 
2. Aquilo a que o Prof. Saad chama o "mecanismo autocorrectivo da realidade" também existe no caso das ciências sociais, o problema é que demora muitas gerações, quando não séculos, a efectivar-se; na primeira metade do séc. XX, por exemplo, o materialismo histórico (não confundir com materialismo dialéctico) do marxismo era considerado ciência válida em muitas universidades europeias. Só na sequência do acumular dos regimes totalitários comunistas e dos milhões de mortos por eles provocados é que ALGUMAS universidades ocidentais começaram a encarar o socialismo apenas como uma ideologia e não como ciência preditiva. Mas continua a haver, ainda hoje, uma forte influência (neo)marxista em muitos estabelecimentos de ensino superior do Ocidente.

2 comentários:

Durius disse...

Detesto quando este (((gajo))) aparece. Honestamente nota-se que eles vao metendo os deles em varios pontos mas cujo objetivo é ganhar portagonismo e autoridade no assunto para depois mudarem de dentro para fora. Com este é assim e com muitos outros tambem.

Afonso de Portugal disse...

És bem capaz de ter razão, mas (((este))) até diz muitas coisas acertadas. O problema é que a malta do nosso lado praticamente não critica a academia e, das poucas vezes em que o faz, fá-lo de uma forma muito superficial e minimalista. É por isso que eu tenho de recorrer aos (((Saads))) desta vida.

Eu julgo que isto tem a ver com a triste mania que demasiados nacionalistas têm de achar que pertencem a uma elite iluminada, quando nada podia estar mais longe da verdade. Os nacionalistas, na sua maior parte, são do mais povo e popular que pode haver. Criticar a academia dá-lhes a impressão de que estão a criticar os seus pares, mas os académicos, na sua maior parte, desprezam os nacionalistas.