Temos aqui mais uma "notícia" da agência abstrusa, paga com o dinheiro dos nossos impostos, em que uma suposta "investigadora universitária" (segundo a IA da Google, a criatura nem sequer doutorada é), a garantir que o Chega usou e abusou da "desinformação" durante a campanha eleitoral para as eleições legislativas.
Como não podia deixar de ser, a "notícia" não refere nem o grau académico, nem o vínculo contratual e a instituição a que pertence a "senhora investigadora" que, repito, nem sequer tem o grau de doutor. A IA da Google diz-nos que a criatura está a tirar um doutoramento em Estudos sobre a Globalização na Universidade Nova de Lisboa (FSCH).
Ora, sendo o Chega um partido assumidamente anti-globalista, esta informação é absolutamente crucial para se perceber as intenções da "senhora". E a omissão desta informação por parte da abstrusa chega a ser criminosa, dado ser financiada por nós para nos informar, não para nos atirar areia para os olhos.
Mas há outras omissões no artigo da abstrusa que são tão ou mais notáveis:
1. A "notícia" não providencia um único exemplo concreto daquilo que a "senhora investigadora" entendeu classificar como desinformação. Ou seja, a abstrusa teve a lata de divulgar as conclusões do "estudo" sem divulgar os pressupostos do "estudo", um hábito muito habitual nesta agência de jornalixo. Só que as conclusões não têm valor sem os pressupostos e, já agora, sem a metedologia empregada, porque não podemos saber se as conclusões são válidas sem sabermos primeiro o que é que se pretendia determinar e de que forma é que foi ou não determinado.2. A "senhora investigadora" entendeu incluir a sátira (memes, paródias, etc.) como desinformação, sem nunca justificar devidamente o porquê de o fazer. E, mais uma vez, sem providenciar um único exemplo para podermos avaliar os seus critérios. Ora, uma sátira só é desinformação se contiver falsidades, imprecisões grosseiras ou estabelecer comparações entre alhos e bugalhos. Mas a "senhora investigadora" não nos diz que critérios utilizou para decidir. Ou, pelo menos, a agência abstrusa não nos diz.
3. A "investigação" falha numa das exigências metodológicas mais básicas do método científico, que é a exigência de um termo ou padrão de comparação. Quando se avalia o que quer que seja em relação a uma entidade, a avaliação só é válida se ela for feita em comparação com outras entidades semelhantes. Por exemplo, se eu quiser descobrir se um medicamento é melhor do que os outros do mesmo género, eu tenho obrigatoriamente de comparar o desempenho desse medicamento com o desempenho de TODOS os outros medicamentos do mesmo género. Mas a "senhora investigadora" não comparou a "desinformação" do Chega com a "desinformação" levada a cabo pelos outros partidos! O que significa que, das duas uma, ou (1) ela partiu do pressuposto de que os outros partidos não desinformam, o que todos sabemos ser falso, ou (2) ela não quis comparar a desinformação do Chega com a desinformação dos outros partidos, o que todos sabemos ser intelectualmente desonesto e cientificamente inválido.
Felizmente, o pessoal de Direita anda cada vez menos a dormir e respondeu à "notícia" da agência abstrusa exactamente como a agência abstrusa merece:



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